Eventos de matriz africana integram planejamento cultural do aniversário de 171 anos de Aracaju

(Divulgação)

O planejamento para a participação dos povos de terreiros nas festividades dos 171 anos de Aracaju avança em reunião entre as secretarias municipais da Cultura (Secult Aju) e da Comunicação (Secom) com o Conselho de Promoção da Igualdade Racial (Comppir), nesta sexta-feira, 6. O encontro reafirmou o compromisso da Prefeitura com a valorização das tradições afro-brasileiras, uma política implementada desde 2025.
A inclusão destas manifestações no calendário oficial da cidade é vista como uma reparação histórica e no reconhecimento da importância da cultura afro-religiosa para a identidade de Aracaju. Após a edição de 2025, a Prefeitura busca combater a intolerância religiosa e promover a diversidade cultural através de ritos como o Padê de Exu e o Cortejo dos Ojas.
O secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, destacou o papel da pasta como um canal de diálogo aberto e laico, destinado a fomentar e acolher todos os segmentos da sociedade. “A Secretaria entrou nesse contexto mostrando que está aberta, debatendo e recebendo os representantes, é nosso papel interagir, ouvi-los e fazer parcerias, porque eles têm todo o direito de estar contemplados nas nossas programações e a gestão é muito aberta a esses diálogos”, afirmou o secretário, que também enfatizou que a iniciativa está alinhada com a diretriz da prefeita Emília Corrêa de garantir que o poder público municipal, laico por essência, atenda e contemple a pluralidade de expressões e crenças da população.
A presidente do Comppir, Elisangela Santos, celebrou a reunião como um passo fundamental para oficializar a presença afro-religiosa na festividade da cidade, ela lembrou das críticas e da exclusão histórica enfrentadas no passado e destacou a postura da atual gestão. “Essa gestão nos surpreendeu e o diálogo é permanentemente, para esse ano pensamos numa coisa que começa a tomar forma, a ganhar corpo e a vir para seu lugar devido, que é a Secretaria de Cultura, que vem dando atenção não só aos atos religiosos, mas aos afroempreendedores, afroculturais, aos grupos artísticos e essa pauta de hoje só faz com que a gente avance ainda mais”.
A expectativa para a segunda edição do evento é que seja uma celebração que uma fé, cultura e resistência, a programação, que deve seguir incluindo o Padê de Exu e o Cortejo dos Ojas, promete levar à população muita devoção, música, dança e a tradicional culinária, garantindo continuidade e espaço legítimo para as religiões de matriz africana nas festividades do município.

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