Rian Santos
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A insistência com que o artista visual Fábio Sampaio vem dando murro em ponta de faca é comovente. Determinado a aproximar a experiência estética do cotidiano das pessoas, ele elegeu o olho da rua como habitat natural e vem explorando as possibilidades sugeridas pela paisagem para cutucar a apatia coletiva com vara curta. Depois de remendar nossa memória com band-aid e plantar cajus gigantescos em pontos estratégicos da capital sergipana, Fábio tomou o caminho da roça.
De qualquer quintal se faz cidade. As margens do Rio São Francisco viraram ponto de encontro para a reflexão proposta pelo projeto de Residência Artística do Velho Chico Arte Clube. A iniciativa de Fábio permitiu que os jovens do município sergipano de tomassem parte dessa experiência, por meio de oficinas realizadas no município sergipano.
Segundo Fábio, cada um dos alunos atua como colaborador criativo no processo de construção das intervenções urbanas. O artista defende que eles são os moradores de Neópolis são as pessoas mais adequadas para entender as relações culturais, econômicas, históricas e sociais sugeridas pelas correntezas do São Francisco.
"Aqui em Neópolis, onde estou conduzindo essas intervenções urbanas, sou surpreendido a cada ideia apresentada pelos jovens participante do Velho Chico Arte Clube. Tanto que estou pensando em repetir a dose porque o trabalho artístico cara a car com o público é sempre gratificante".
Fábio explica que o contato com a Arte Urbana é um fenômeno novo em Sergipe, com possibilidades inesgotáveis, como prova a visibilidade conquistada pelo próprio trabalho, que vem se destacando além das fronteiras sergipanas. "Como exemplo, cito a Projeto VISIO (http://festivalvisiopontos.blogspot.com.br/), Festival de Artes Visuais que acontecerá em Salvador e no qual farei uma intervenção".
Segundo Fábio, o céu é o limite. "O Projeto Caju na Rua, por exemplo, foi adotado pelos moradores de Aracaju e ainda dará muitos frutos. A adesão ao projeto nas redes sociais é muito grande, o interesse por parte de pessoas de outros Estados cresce a cada dia, e ainda têm muitos artistas querendo participar das próximas edições. O Projeto fortalece a identidade local, realimenta a publicidade, o artesanato, a moda, a arte em torno dessa fruta símbolo de Aracaju, a exemplo da recente exposição do artista Ismael Pereira".
O projeto Velho Chico Arte Clube foi contemplado pelo edital de Microprojetos Rio São Francisco, uma realização do Programa Mais Cultura da Fundação Nacional de Artes, Funarte, do Ministério da Cultura, MinC, com produção da Gafaio Soluções Artísticas.


