Familiares de Genivaldo prestam novo depoimento

Mais uma vez, familiares de Genivaldo de Jesus Santos foram intimados a comparecer e conceder depoimento na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Aracaju. Morto durante operação policial realizada no município sergipano de Umbaúba, em 25 de maio deste ano, a vítima teve as mãos e os pés amarrados antes de ser confinado na mala da viatura, onde uma bomba de gás lacrimogênio foi disparada. O laudo desenvolvido por profissionais do Instituto Médico Legal (IML), indica que Genivaldo de Jesus morreu vítima de asfixia mecânica. De acordo com a viúva, Maria Fabiana Santos, não há motivos para novos depoimentos. Para ela, a ideia da corporação é atrasar a apresentação do relatório final.
“Por que tanta demora para fechar esse inquérito se há muitas provas? Eu não consigo entender. É muito difícil seguir assim. Meu coração dói. Às vezes eu me sinto de mãos atadas, sem poder fazer nada. A gente já foi ouvido no mês passado; nesse mês já fomos ouvidos novamente pelo Ministério Público Federal. Sinceramente a gente não entende. O que deixa a gente revoltado é que estão adiando o resultado final das investigações”, afirmou. Na última segunda-feira ( 2)5, o JD tentou entrar em contato com a Superintendência Nacional da Polícia Federal para saber quando o inquérito será finalizado e publicado. Desde então, seguimos sem resposta.

Novo prazo – Conforme destacado por Walisson de Jesus Santos, sobrinho de Genivaldo de Jesus, durante reunião realizada na última sexta-feira (22), na sede do Ministério Público Federal, em Aracaju, a possibilidade de novo adiamento não foi descartada. A princípio, a perspectiva é que a comissão solicite mais 10 ou 15 dias seguidos para concluir os trabalhos e apresentar aos demais órgãos interessados na elucidação deste caso.
Conforme o JD vem destacando desde a primeira quinzena de junho, se interessam pelo assunto, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, Câmara Federal, entidades sociais, bem como corporações internacionais, a exemplo da Organização das Nações Unidas (ONU).

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