Na manhã desta quinta-feira, 05, feirantes organizados que atuam no conjunto Augusto Franco, participaram de uma audiência com representante da defensoria pública, no Fórum Gumercindo Bessa, em Aracaju, com o objetivo de discutir o futuro da categoria por conta das últimas medidas adotas pela prefeitura local, que retirou o direito de alguns feirantes em comercializar no mercado municipal Milton Santos.
Nas demandas apresentadas pelo movimento, os feirantes reivindicam as seguintes pautas: manutenção das feiras aos domingos e quartas, além da garantia de novo sorteio das bancas pertinentes ao mercado.
O problema enfrentado pelos feirantes teve inicio durante o processo de reforma do Mercado Milton Santos, ainda na prefeitura de Edvaldo Nogueira. Com o fechamento do espaço, os trabalhadores foram deslocados para a feira livre que ocorria as quartas-feiras aos domingos, localizada na Praça Rodriguez Cruz, até que as obras fossem finalizadas.
No entanto, após a reforma, feirantes que antes comercializavam seus produtos no antigo mercado, hoje se encontram de fora do espaço, sem qualquer perspectiva de retorno. Para agravar a situação a categoria alega que a prefeitura de Aracaju, através da EMSUBR, realizou de forma antidemocrática o sorteio das bancas, e acabou por deixar trabalhadores que atuavam no local por mais de trinta anos a ver navios.
"Nossa situação é bastante delicada. Pois, após o fechamento do mercado, a atual gestão da prefeitura nos exigiu uma série de coisas, caso quiséssemos ter direito às bancas dentro do novo mercado. Uma delas foi que nós tínhamos que fazer cursos de aperfeiçoamento. Fizemos o curso e nada. Hoje muita gente tem que sustentar suas famílias com o dinheiro da feira. Além de não ter garantido espaço pra todos dentro do novo mercado, a prefeitura ainda cancelou a feira no dia de domingo e agora tenta extinguir as quartas", denuncia Bel, feirante do local.
Após a reunião com o representante da Defensoria Pública, o mesmo remarcou outra audiência na sede central da instituição, com o defensor Miguel Cerqueira, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, às 14 horas, próxima quinta-feira, 12, para discutir a ação judicial do caso apresentado pelos feirantes, a fim de regularizar as demandas apresentadas por estes.


