Servidores da Saúde de Aracaju poderão fazer paralisação dia 10

A bancada intersindical da Mesa Permanente de Negociação do SUS-Aracaju entregou, nesta quinta-feira uma nota de repúdio na Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), direcionada ao secretário Igor Leonardo, e na Secretaria Municipal da Saúde (SMS), direcionado ao secretário Luciano Paz, reivindicando o pagamento do adicional noturno, horas extras, vale-alimentação e terço de férias dos servidores municipais nos meses de dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Na ocasião, foi informado ainda que caso não ocorra os pagamentos até o dia 10 deste mês as categorias realizarão, como forma de protesto, paralisação geral de advertência.

Umas das servidoras que está sofrendo com estas pendências é Sandra da Silva Santos, lotada no Posto de Saúde João Cardoso Nascimento, no Bairro José Conrado, zona norte de Aracaju. "Não recebi as férias, meu contracheque não foi liberado, e eles dizem que foi problema no sistema, mas eu creio que não pelo motivo de estar atrasado e o contracheque no sistema seria prova contra a prefeitura, e depois os servidores irem procurar seus direitos na Justiça. Eu preciso desse dinheiro porque tenho que comprar remédio. Sofro de hérnia de disco e tenho como provar", explicou a servidora.

De acordo com a líder da bancada intersindical e presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Shirley Morales, os sindicatos terão autonomia para entrar com uma ação judicial contra a prefeitura. "O Sindicato dos Enfermeiros, assim como outros sindicatos, já está entrando com uma ação judicial para a cobrança devida porque é medida estatutária e está na Lei do Servidor Público e tem que ser pago", explicou Morales.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, esteve presente no ato de entrega da nota de repúdio. "O sindicato está aqui para defender o trabalhador e não podemos aceitar de forma alguma atraso de vencimento e as férias que já estavam sendo programadas para os servidores. Existe uma promessa de pagamento, mas esperamos que isso não ocorra novamente e que a prefeitura cumpra a promessa", disse Couto.

A coordenadora de Recursos Humanos da Seplog, Lígia Prudente, que recebeu a nota de repúdio da bancada, defendeu que a prefeitura sempre cumpriu com o calendário de pagamentos, mas que houve um problema pontual de repasse de verbas e no próprio IPTU e também problemas no sistema de informática. "Por isso, a prefeitura priorizou o pagamento básico a todos para que ninguém ficasse sem receber e até o dia 10 há o compromisso de fazer o pagamento de todas estas vantagens que ficaram pendentes", explicou a coordenadora.

Além do Seese e Sintasa, a nota de repúdio foi assinada por representantes dos Sindicato dos Cirurgiões Dentistas de Sergipe (Sinodonto), Sindicato dos Trabalhadores Fisioterapeutas de Aracaju/Sergipe (Sintrafa), Sindicato dos Psicólogos do Estado de Sergipe (Sinpsi), Sindicato dos Nutricionistas de Sergipe (Sindnutrise), Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe (Sindasse), Sindicato dos Farmacêuticos de Sergipe (Sindifarma) e Sindicato dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias do Município de Aracaju/SE (Sacema).

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