Quinta, 29 De Fevereiro De 2024
       
**PUBLICIDADE
Publicidade

For All, só amanhã


Avatar

Publicado em 12 de junho de 2012
Por Jornal Do Dia


Rian Santos
[email protected]

Os santos de junho que me perdoem, mas ainda nem acenderam a primeira fogueira e o gosto do milho, o colorido das bandeirinhas, a euforia matuta já começou a operar a náusea em meu estômago.
Filho desnaturado do arraial, o tabaréu que vos escreve até aprecia o arfar ranhento da sanfona. O imperativo festivo dos tecidos xadrez, no entanto, podiam dar um descanso. Forró, só amanhã.

Como dois e dois – No escuro do cinema, uma alternativa plausível. Em Aracaju, isso significa arranjar tempo para conferir um dos poucos horários oferecidos pelas sessões do Cine Cult. Não dá nem pra culpar o Cinemark pela inconveniência. A disposição do público de cada praça determina as escolhas do exibidor. Tudo certo, como dois e dois é cinco.
As sessões do projeto podem não ser as mais fáceis, mas certamente oferecem o produto mais relevante. Precisamos Falar Sobre o Kevin, exibido em uma sessão às 17h40, no Cinemark Riomar, por exemplo, é daqueles filmes que acompanha o espectador mesmo depois que os créditos sobrem e as luzes acendem.
Adaptação do cineasta Lynne Ramsay para o best-seller homônimo de Lionel Shriver sobre o difícil relacionamento de uma mãe com seu primogênito, o filme realiza questionamentos incômodos, como a naturalização do amor materno.
Logo no início do filme, nos deparamos com cenas de Eva (interpretada por Tilda Swinton, de As Crônicas de Nárnia) triste e cansada, mas que não se surpreende ao abrir a porta de casa e ver que as paredes, o chão e o carro estão cheios de tinta vermelha. Ela vive sozinha e tenta se readaptar ao mundo, começando pela busca de um novo emprego.
Esses sentimentos de tristeza e angústia nasceram no passado, na época em que vivia com Franklin (John C. Reilly – Cyrus) e com os filhos Kevin (Jasper Newell, na infância, e Ezra Miller, na adolescência) e a pequena Celie (Ursula Parker). Com o primogênito, Eva nunca se deu bem; desde o nascimento, quando não sabia como lidar com o bebê, até a adolescência, período de comum rebeldia.
Porém, apesar do relacionamento complicado com o filho, Eva não poderia imaginar que, aos 15 anos, Kevin seria capaz de tomar uma atitude tão irracional e imperdoável aos olhos da sociedade, que afetaria diversas outras famílias. Talvez pelo sentimento de culpa, ou até pelo amor que existia dentro dela sem se fazer notar, a mãe não abandona o filho e encara de frente aqueles que a criticam.
Precisamos Falar Sobre o Kevin foi eleito o melhor filme no Festival de Cinema de Londres de 2011.

**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE
Publicidade