Começou uma nova jornada da Assembleia Legislativa na defesa da volta da Petrobras para Sergipe e dos interesses econômicos estratégicos do Estado, declara o presidente da Alese, deputado Jeferson Andrade (PSD), ao destacar a importância da criação de uma frente parlamentar estadual para atuar justamente nessa causa.
Ele conta que o processo de esvaziamento da Petrobras em Sergipe começou lá atrás, com a transformação da sede da empresa em Aracaju em uma unidade de negócios. Depois, diz, veio a fase de desinvestimento da estatal na produção de petróleo e gás no Estado e a entrega de ativos a empresas privadas. Agora, no governo Lula, acrescenta, a Petrobras retoma sua vocação de empresa pública e estatal estratégica para o setor energético e para a transição energética do país.
Essa guinada, continua Jeferson Andrade, coincide com a descoberta de grandes reservas de petróleo e gás na costa sergipana e com o anúncio pela Petrobras do investimento de U$ 5 bilhões no projeto Sergipe Águas Profundas, que vai contratar dois navios-plataformas e construir um gasoduto de 135 km de extensão, com a perspectiva de produzir e escoar 240 mil barris de petróleo e 18 milhões de m3 de gás natural por dia, a partir de 2028.
Atuação – Na prática, a Frente Parlamentar, explica o presidente da Alese, vai se transformar em um fórum permanente de audiências, debates, estudos, pesquisas e campanhas em prol do desenvolvimento econômico e social do Estado. “Vamos acompanhar o projeto da Petrobras, a cadeia produtiva de petróleo e gás, as energias renováveis, a questão da fábrica de fertilizantes nitrogenados, a extração de carnalita, a revitalização do polo cimenteiro e a implementação de novas tecnologias, com objetivo de promover o desenvolvimento econômico e a justiça social, com o aumento das receitas para o Estado e a ampliação do mercado de trabalho e aumento da renda para o povo sergipano”, argumenta Jeferson Andrade.
Ele espera fazer o lançamento oficial da Frente Parlamentar agora em março, em um ato público com a participação de parlamentares, governo, universidade, prefeitos, vereadores, setor produtivo, centrais sindicais, petroleiros e entidades da sociedade civil organizada. “É uma frente suprapartidária, democrática, aberta a todos que podem contribuir com o debate sobre o fortalecimento da Petrobras como estatal e os interesses econômicos estratégicos de Sergipe”, finaliza o presidente da Alese.


