Milton Alves Júnior
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Garis e margaridas filiados ao Sindicato dos Empregados de Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp) promoveram na manhã de ontem mais uma manifestação em frente à sede da Empresa Cavo Serviços e Saneamento, em Aracaju. Conforme denúncias feitas pelos trabalhadores, até à tarde de ontem a empresa não cumpriu com o pagamento de horas extras trabalhadas no período junino. A categoria alega ainda trabalhar em más condições e existência de descontos irregulares no salário. Diante do problema o sindicato buscou diálogo com a Cavo, mas alega não ser atendido.
Receosos com a possibilidade de sofrer perseguições, os servidores preferiram não conceder entrevistas para a imprensa, e optaram por apresentar as dificuldades administrativas junto ao Sindilimp. Entre os descontos não detalhados pelo setor de Recursos Humanos da Cavo estão valores que variam entre R$ 45 e R$ 210. As irregularidades foram apresentadas oficialmente à Prefeitura de Aracaju, responsável por contratar a empresa, e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A direção sindical garante que caso não haja solução dos problemas até a próxima sexta-feira, 23, Aracaju pode, mais uma vez, enfrentar greve geral dos profissionais da limpeza urbana.
Em contraponto ao apresentado pelo sindicato, a direção da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) avaliou a postura dos trabalhadores como ‘irresponsável’ e ‘descabível’ para o pleito. Segundo esclarecimentos feitos pela assessoria de comunicação, as horas extras reivindicadas correspondem aos dias de folga conquistados em reuniões anteriores. Para Cristina Rochadel, assessora do órgão, é necessário que os trabalhadores entendam a irregularidade das reivindicações .
"Eu prefiro não entrar nesse mérito, mas sabemos que por se tratar de uma manifestação sem nexo a menos de 15 dias da eleição, não podemos descartar essa indagação. Volto apenas a pedir que o pleito seja revisto e não prejudique mais uma vez a população aracajuana", declarou Rochadel. Até o início da noite de ontem a Cavo não havia se manifestado oficialmente quanto às reivindicações dos garis e margaridas. Atualmente Aracaju possui em média 1.200 trabalhadores atuando diariamente.
Cavo diz que foi surpreendida
A Cavo, empresa do Grupo Estre, foi surpreendida nesta manhã, dia de maior demanda de coleta de lixo em Aracaju, com um movimento do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial (Sindelimp) de Sergipe na porta de sua garagem. Por quase três horas, o sindicato impediu a saída dos caminhões de limpeza urbana, atrasando um serviço essencial para a população. A Cavo não foi procurada previamente pelo sindicato para discutir os motivos que resultaram na paralisação, o que se configura uma ilegalidade cometida pelo Sindelimp. A empresa reitera que está sempre aberta ao diálogo e continuará a mobilizar todos os esforços para prestar um serviço de alta qualidade em Aracaju.


