Milton Alves Júnior
A flutuação mensal do preço do Gás Liquefeito de Petróleo voltou a ser impulsionada pelo Governo Federal e a atingir diretamente no bolso do consumidor. Diante de um reajuste que ultrapassa a casa dos 15%, sergipanos deixaram de pagar R$ 68 na última sexta-feira, 01, e passaram a desembolsar em média R$ 80, desde esta segunda-feira. A nova medida adotada pelo Executivo Federal para administrar o setor abre brechas para que o Brasil sinta na pele reflexos e influências das cotações internacionais. Esse é o terceiro reajuste em menos de cinco meses. Em maio o gás sofreu um reajuste de 7,1%; já no mês passado esse reajuste foi de 6,8%.
Segundo explicações nacionais, a agência de notícias do Governo Federal alega que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados e que as revisões feitas nas refinarias podem, ou não, se refletir no preço final imposto ao consumidor. O valor vai depender exclusivamente da manutenção das margens de distribuição e de revenda, além das alíquotas de tributos. Para o setor econômico local a perspectiva é que os sucessivos aumentos no valor do botijão acabe refletindo, também, em serviços públicos e particulares fornecimento de alimentação em bares, restaurantes, unidades prisionais, socioeducativas e hospitais.
Ao Jornal do Dia, o economista Wagner Britto não descartou a possibilidade de, ainda neste ano de 2017, o brasileiro se deparar com outros reajustes que mexam com o orçamento familiar. Na avaliação do especialista, a nova metodologia adotada por Michel Temer permite que o país arrecade mais, porém, vulnerabilize os consumidores para reajustes sem prévio anúncio. Questionado quanto ao ritmo inflacionário, ele garante que é o mais acelerado dos últimos cinco anos, e aproveita para chamar a atenção dos sergipanos para indicativos ainda mais progressistas até o final de 2018.
"Trata-se de uma metodologia parecida com a que foi adotada para os reajustes mensais no preço dos combustíveis, sobretudo na gasolina, etanol e diesel. Acredito que esse tipo de reajuste irá se manter até o final do mandato do presidente Michel Temer, em virtude da sua linha de governo. Dificilmente o Governo Federal irá alterar esse modelo. O reajuste tende a variar para mais, ou para menos em curto prazo", declarou. A mudança, evidentemente, não tem agradado aos sergipanos que pleiteiam atuação mais firme por parte dos parlamentares sergipanos com atuação em Brasília. Para a professora Yanah Fernandes, é preciso que os representantes do povo defendam os interesses dos brasileiros.
"Já passou da hora dos nossos deputados e senadores se reunirem com o presidente e exijam as melhorias que foram prometidas após o impeachment da Dilma Rousseff. Enquanto existem as trocas de favores no Congresso Nacional, o cidadão trabalhador continua sofrendo com esse tipo de aumento. A inflação chega aos 20%, enquanto os nossos salários não chega nem a metade disso e ainda são pagos com atraso", lamentou.


