Gilson alerta: "O crack não escolhe as vítimas por classe social"

Na manhã dessa terça-feira (15), o deputado Gilson Andrade (PTC) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para demonstrar sua preocupação em relação ao consumo e as consequências geradas pelo uso de drogas. Ele citou o caso, noticiado na segunda-feira pela imprensa sergipana, do médico Guilherme Littig que se envolveu em assaltos para manter o vício do crack. Segundo o deputado, a dependência química é uma questão delicada e mais grave do que parece, podendo atingir qualquer pessoa, independentemente da classe social.

Para Gilson Andrade, os órgãos competentes devem procurar medidas mais eficientes para evitar que o uso do crack e de outras drogas continue provocando o sofrimento não só de familiares dos dependentes, mas também da sociedade como um todo. "Hoje a droga entra com facilidade em todos os meios da sociedade. Ela alcança qualquer um, seja ele quem for. É necessário criar formas de impedir que as drogas permaneçam destruindo a vida humana", lamenta.
Atento a situação da saúde pública e as falhas encontradas nesse setor, o parlamentar voltou a comentar o caso do médico, afirmando que ninguém está imune a droga, nem mesmo os profissionais da saúde. "Quando vemos um médico que deveria estar salvando vidas, sair para assaltar para manter um vício, é um caso grave que requer medidas extremas", observou.

O deputado disse ainda que o Governo do Estado vem tentando inabilitar seu trabalho, fazendo politicagem quando desqualifica o médico e presidente da Comissão de Saúde Gilson Andrade. O parlamentar ressaltou que não se pode dar as costas a uma questão tão relevante quanto a situação do consumo de drogas no Brasil, e em Sergipe de forma especifica. "É necessária a criação de uma emenda coletiva para que o governo possa enfrentar esse problema, pois é lamentável que as famílias vivam um drama quando precisam de acesso a tratamento para seus entes que sofrem com a dependência química. O acesso a saúde ainda é um transtorno que precisa ser contornado com urgência", diz.

Sistema prisional – O deputado enfatizou que é preciso uma revisão nas leis e na forma que se pratica penalidade no Brasil. "Infelizmente, nosso sistema prisional não corresponde os anseios da sociedade. O indivíduo entra no presídio e sai de lá, na maioria das vezes, pior do que entrou", afirma.

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