Em abril de 2024, o governo firmou com a G3 um contrato emergencial de R$ 5,3 milhões, sem licitação. Posteriormente, a empresa venceu um pregão eletrônico de aproximadamente R$ 54 milhões
Órgãos do Governo de Sergipe firmaram contratos de quase R$ 70 milhões com a empresa G3 Empreendimento Ltda., pertencente à empresária Fernanda Fontes Santana, filha do médico e suplente de deputado estadual Manuel Marcos (PSD), aliado do governador Fábio Mitidieri. A reportagem assinada pelo jornalista Augusto Tenório foi publicada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo e comentada pelo blog de Fausto Leite.
Em abril de 2024, o governo firmou com a G3 um contrato emergencial de R$ 5,3 milhões, sem licitação. Posteriormente, a empresa venceu um pregão eletrônico de aproximadamente R$ 54 milhões.
Fernanda Fontes Santana tornou-se a única sócia da G3 em abril de 2024, no mesmo mês da contratação emergencial. A empresa, antes registrada no comércio atacadista de frios, carnes e frangos congelados, ampliou seu cardápio empresarial e passou a atuar também com locação de móveis, engenharia, terraplanagem, mão-de-obra e monitoramento eletrônico.
Além da Casa Civil, a reportagem cita contratos com a Fundação Renascer, no valor de R$ 9,6 milhões; Fundação Sergipana de Comunicação, por R$ 3,5 milhões; Fundação de Cultura e Arte Aperipê, por R$ 2 milhões; e Agência de Desenvolvimento de Sergipe, por R$ 1,5 milhão. O governo afirma que os procedimentos foram legais, e a G3 declara ter capacidade técnica, financeira e estrutural.
Segundo a administração estadual, a empresa ainda atende a várias pastas, incluindo a de governo, o gabinete do governador e o escritório de representação do estado em Brasília e fundações estaduais.
Como suplente, Manuel Marcos assumiu vaga na Assembleia Legislativa no lugar do deputado Jorginho Araújo, nomeado pelo governador para comandar a Casa Civil, um dos cargos mais importantes no governo.
Manuel Marcos não quis comentar a contratação da empresa e sugeriu que a reportagem procurasse a administração da empresa. “São todos maiores de idade”, afirmou.
O ex-deputado estadual negou ter proximidade com o ex-secretário e afirmou que Jorginho é amigo do marido de Fernanda.
Fernanda é casada com Ygor Menezes Santana, que trabalha na Superintendência de Relações Institucionais da Câmara Municipal de Aracaju. Ele foi nomeado para o cargo em 2022 e permanece lá até o momento.
A simples contratação da empresa para a prestação de serviços tão variados não implica em irregularidades, mas merecia uma investigação rigorosa por parte dos órgãos de controle do estado, inclusive a possibilidade de favorecimento.
Pintura sobre tela do artista Eduardo FabiãoCrise no STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou na quinta-feira (3) o sigilo de decisão que aponta supostas irregularidades na atuação do ministro André Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Moraes encaminhou a decisão e os relatórios de inteligência da Polícia Federal que a fundamentam ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
A decisão foi tomada no âmbito do Inquérito 4.781, instaurado em 2019 para apurar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra integrantes do Supremo, além de possíveis esquemas de financiamento e divulgação de fake news em massa nas redes sociais.
Na decisão, Moraes determinou que o conjunto de documentos seja encaminhado a Fachin “para as providências que entender necessárias”. Também determinou que a Procuradoria-Geral da República seja comunicada.
Na terça-feira (1º), André Mendonça tornou públicas as apurações da PF sobre conversas de Vorcaro e seus aliados com Alexandre de Moraes. As citações ao nome de Moraes foram captadas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master.
Em uma das mensagens recuperadas, Vorcaro diz ao contato atribuído a Moraes que “estava tentando antecipar os investigadores”. A conversa teria ocorrido no dia 17 de novembro de 2025.
Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a nulidade da investigação da PF. Para Gonet, Mendonça investigou Moraes ilegalmente, sem autorização do plenário do STF, ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.
Grito dos Excluídos
O 32º Grito dos Excluídos no Estado de Sergipe mudou de lugar. A concentração será na Praça da Bandeira, às 8 horas da manhã, onde vai acontecer o Ato Ecumênico Religioso e o Ato Político Cultural, no próximo dia 7.
“Vida em Primeiro Lugar! Na Defesa da Terra, da Paz e da Moradia, Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania”, este é o tema do 32º Grito dos Excluídos.
A vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE), Carol Rejane, observou que a construção da cidadania brasileira hoje exige uma solução para a desigualdade social, racismo e machismo estruturais.
“O Brasil soberano e independente que queremos é um País livre do racismo estrutural, que não violente e não mate mulheres, pelo simples fato de serem mulheres. Queremos um Brasil sem exclusão social. Toda a população brasileira precisa ter direito à moradia, à terra, à saúde pública, à educação pública, à água, saneamento, emprego e renda. E vamos lutar também pela paz sem interferência dos Estados Unidos e de nenhum outro País nas nossas eleições”, explicou Carol Rejane.
Dinheiro de campanha
Dos seis candidatos a governador apenas três já receberam dinheiro: Fábio Mitidieri (PSD) – R$ 3.535.000,00 (fundo especial), Valmir de Francisquinho (Republicanos) – R$ 230.000,00 (fundo especial) e DR. Helton – R$ 100,00 (doação). O teto limite de gasto para o governo é de R$ 3.113.041,08.
Para o Senado dos 11 candidatos somente cinco já declararam recebimento de recursos para campanha. São eles: Edvaldo Nogueira (PDT) – R$ 3.000.000,00 (fundo especial) e R$ 20 mil em doações de pessoas físicas (e não R$ 3,2 milhões como havia sido informado), Rogério Carvalho (PT) – R$ 1.588.286,27 (fundo especial), Delegado Alessandro (MDB) – R$ 40.000,00 (doação) e Eduardo Amorim (Republicanos) – R$ 10.000,00 (doação). Rodrigo Valadares (PL) terá R$ 3 milhões (fundo especial). O teto de gasto para senador é de R$ 3.176.572,53.
O PL também reservou outros R$ 3 milhões para a campanha da vereadora Moana Valadares, mulher de Rodrigo, que disputa vaga para a Câmara Federal.
Fim da escala 6×1
Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.
“Houve um movimento bem-sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.
Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.
O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.
Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).
Valmir vence ações
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou, na terça-feira (1), o recurso referente ao processo do ex-prefeito de Itabaiana e candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho (Republicanos). A Segunda Turma decidiu pela inocência do político com unanimidade, acabando com restrições a sua candidatura.
A ação envolvia supostas irregularidades na gestão do antigo matadouro municipal de Itabaiana. O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) havia condenado o ex-prefeito, mas o STJ reformou a decisão ao constatar que não houve qualquer intenção de cometer crime ou lesar os cofres públicos e nem prejuízo financeiro ao município.
Segundo o relator do caso no STJ, ministro Afrânio Vilela, a existência de falhas administrativas ou de informalidades na gestão não significa, por si só, ato de improbidade, sendo indispensável provar a intenção deliberada de cometer irregularidades ou o enriquecimento ilícito, o que não ocorreu.
Já na quinta-feira (3), o Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se favorável ao deferimento da candidatura de Valmir de Francisquinho (Republicanos) ao Governo de Sergipe nas eleições de 2026. Além de concluir que o ex-prefeito preenche os requisitos constitucionais e apresentou a documentação exigida, o órgão opinou pela rejeição da Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura (AIRC) movida pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade).
Para o Ministério Público, a federação impugnante carece de legitimidade processual devido ao indeferimento do seu Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) pelo TRE-SE, decorrente da suspensão do PRD por pendências na prestação de contas. Ao analisar o mérito, o MPE rebatou a tese de inelegibilidade por improbidade administrativa, ressaltando que os efeitos da condenação permanecem suspensos por liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedida em janeiro de 2026, além de mencionar a decisão favorável obtida recentemente na Segunda Turma da Corte.
Por fim, o MPE rechaçou a acusação de que Valmir teria exercido controle de fato sobre a Prefeitura de Itabaiana após sua renúncia formal em abril de 2026. Segundo o parecer, não há provas documentais de atos administrativos praticados por ele, e os depoimentos apresentados resumiram-se a suposições e influências políticas.
Na sexta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) deferiu por unanimidade, o registro de candidatura de Valmir de Francisquinho (Republicanos) e Priscila Felizola ao Governo de Sergipe. Com a decisão oficializada, o ex-prefeito de Itabaiana está devidamente registrado e apto para disputar o comando do Executivo estadual no pleito das Eleições 2026.
Emília tem alta
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, anunciou que recebeu alta médica na quinta-feira (3), após passar por um procedimento cardíaco em São Paulo. A informação foi divulgada através das redes sociais.
Na publicação, Emília atualizou sobre seu estado de saúde. “Olha, queria dizer que já recebi alta do hospital, que eu estou agora no hotel, onde vou seguir em repouso por recomendação médica. Foi tudo bem”, disse.

