Karine Melo
Agência Brasil
O ministro do planejamento, Nelson Barbosa, disse ontem (25) que a discussão sobre quais os dez ministérios atingidos pelo corte anunciado ocorrerá somente depois de um amplo debate com a sociedade. Segundo Barbosa, a diretriz para reduzir dez ministérios está clara. "Só que existem várias maneiras e combinações possíveis. A discussão tem de ser aberta".
De acordo com o ministro, por isso, o governo tomou a iniciativa de apresentar a diretriz para abrir o debate com os ministros, a sociedade, o Parlamento e com os especialistas em gestão pública. "O melhor é que a discussão seja feita de forma aberta e transparente", adiantou Nelson Barbosa, após reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir pontos da Agenda Brasil.
Sobre a expectativa de economia com a reforma administrativa, Barbosa não adiantou números. Disse apenas que serão centenas de milhões de reais. O ministro disse ainda que o maior ganho do governo virá com o aperfeiçoamento na gestão do patrimônio da União.
"A venda de imóveis que não são prioritários, a regularização e a oferta de pagamento antecipado de áreas de domínio da União são as iniciativas que geram mais recursos a curto e longo prazos", afirmou Barbosa, ao ser perguntado sobre a economia que será gerada com o corte de mil servidores comissionados.
"Temos um mês para construir a proposta e para ouvir todos. Todas as considerações serão levadas à presidenta. Nosso prazo é o fim de setembro", disse o ministro.
Nelson Barbosa informou que o Ministério da Fazenda está avaliando alternativas de elevação de receitas e se pronunciará a respeito quando necessário. O ministro do Planejamento também comentou a economia chinesa, ressaltando que, como segunda economia no mundo, o que ocorre naquele país afeta o mundo inteiro, inclusive o Brasil.

