Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Trabalhadores Técni-co-Administrativos em Educação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizaram na manhã de ontem uma nova manifestação em frente ao Campus São Cristóvão. O ato grevista faz parte do movimento nacional que reivindica reposição salarial de 27,3%, isonomia de alguns benefícios e gestão democrática da universidade para que servidores da administração, alunos e professores possam contribuir com as decisões da instituição. A paralisação contabiliza hoje exatos 56 dias e conta com o apoio, inclusive, de professores que decidiram aderir ao movimento unificado.
Para o sindicalista Lucas Gama, presidente do Sintufs, é preciso que os gestores federais em Sergipe também pressionem o Governo Federal, através do Ministério da Educação e do Ministério do Planejamento, para atender a reivindicação das categorias. Caso não haja avanço nos diálogos propostos pela administração pública, os grevistas garantem que devem permanecer com o ato por tempo indeterminado. "Os ministérios dizem que estão dispostos a dialogar com a classe trabalhadora, mas não apresentam nenhuma contraproposta que configure em um possível entendimento. É necessário ter compromisso com o servidor para que os problemas infelizmente já gerados não acabem atrapalhado ainda mais os milhares de alunos", disse.
Através de nota oficial encaminhada para os veículos de imprensa o MEC se comprometeu a acompanhar as negociações junto ao Ministério do Planejamento, que é o responsável pela negociação salarial, e a criar um grupo de trabalho para debater questões conceituais da carreira. "Reiteramos que o Ministério da Educação já discutiu com todos os reitores o orçamento 2015. Da mesma forma, os responsáveis no MEC estão se reunindo com todos os reitores para as análises especificas da situação de cada instituição. É bom deixar claro que nosso interesse maior é lutar por progressos na educação pública federal e garantir nossos direitos como trabalhador efetivo. Precisamos que essas notas apresentadas para vocês da imprensa se concretizem na prática, e não apenas sirvam de resposta para o questionamento da imprensa", diz a nota.
Judiciário – Servidores do poder judiciário federal também estiveram mobilizados na manhã de ontem, em Aracaju. Para José Pacheco, coordenador geral do movimento judiciário sergipano, uma possível falta de interesse por parte do executivo federal tem contribuído para a ampliação do movimento grevista por todo o Brasil. Há nove anos aglomerando perdas salariais, o sindicalista exige que a presidente Dilma Rousseff atenda ao pleito da classe trabalhadora e evite novas regressões salariais. "Pedimos um reajuste médio de 56% porque desde 2006 sofrendo perdas salariais que chegam a até 50%. Nosso plano de cargos e salários não é respeitado e por isso estamos na luta", disse.
A paralisação dos servidores judiciários é de 48 horas, mas pode ser estendida caso a categoria não avalie avanço nas negociações. "Ontem foi o último dia para a presidente sancionar o nosso projeto de lei que regulariza essa pendência, caso nessa quarta a gente perceba que o PL, que foi aprovado na Câmara de Deputados e Senado, não esteja aprovado e contido no Diário Oficial da União, vamos voltar a nos reunir para discutir a possibilidade de uma greve geral e por tempo indeterminado", pontuou José Pacheco.


