Sete pessoas foram presas anteontem pela Polícia Civil em Itabaiana (Agreste), acusados de aplicar golpes em uma loja de móveis da cidade serrana. Um homem e seis mulheres foram denunciados enquanto fraudavam documentos de renda e de local de trabalho para obter financiamentos em uma loja da cidade. A Delegacia Regional de Itabaiana informou que os acusados foram identificados como Carla Tamires Silva Menezes, Tamara Naiara Silva Menezes, Cleane de Mecenas Silva, Osmanir Bispo de Oliveira, Maria Aparecida de Carvalho Barros, Luciana de Carvalho Barros e Maria José Mendonça Lima.
De acordo com a delegada Lauana Guedes, as investigações começaram após a denúncia de que algumas pessoas compraram móveis mediante comprovação de renda e de local trabalho falsificados. O golpe funcionava da seguinte forma: "eles se dividiram em funções, ou seja, alguns foram à loja de móveis com documentos falsos e passavam para as vendedoras os supostos dados do trabalho e de rendimento. Quando as vendedoras ligavam para as empresas onde eles trabalhavam para verificar os dados fornecidos, outro componente do grupo atendia e confirmava as informações, levando a loja a liberar crédito para os supostos clientes", disse a delegada.
A investigação comprovou também que os falsários utilizavam documentos verdadeiros de outros membros da quadrilha para conseguir o crédito, mediante assinatura forjada. "De imediato, o golpe não foi percebido devido à habilidade dos estelionatários de forjar toda a situação. Ocorre que a loja vendeu os produtos a base da confiança, típico de cidade do interior, ou seja, sem realizar nenhuma análise de crédito em órgãos oficiais", explicou Lauana.
A primeira compra aconteceu em dezembro de 2015 e os produtos foram entregues um dia depois da transação comercial nos endereços fornecidos pela quadrilha. A compra foi dividida em 12 parcelas e quando chegou o dia da loja receber o primeiro pagamento, o comerciante desconfiou que teria caído em um golpe. "Ele, então, passou a ligar para as supostas empresas onde os clientes trabalhavam e acabou descobrindo que não existia ninguém com aqueles nomes nas citadas empresas. Ele foi inclusive aos endereços de entrega dos produtos, mas os falsários já haviam mudado", disse Lauane.
A polícia começou a investigar o caso e descobriu os novos endereços dos suspeitos, vindo a prendê-los. Todos os móveis foram recuperados, minimizando o prejuízo de R$ 68 mil que a quadrilha aplicou no empresário. O grupo foi indiciado pelo crime de estelionato. (da SSP)


