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HÁ ALGO DE NOVO NO REINO DE ARACAJU


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Publicado em 08 de fevereiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Rômulo Rodrigues

E a grande novidade é a mudança radical de estilo no prefeito Edvaldo Nogueira que, uma semana antes da abertura oficial do carnaval, sem subterfúgio e sem delonga botou seu petem na mesa, apostando todo cacife que tem em seu correligionário do PDT, Luiz Roberto Dantas Santana.
E não foi um anúncio qualquer, foi respaldado por uma das mais bem elaboradas cartas de apresentação de pré-candidatura já feita na capital sergipana.
Se alguém tinha ainda argumento para dizer que desconhecia tantas capacidades e qualidades do apresentado, agora não tem mais.
A tudo que foi ressaltado pelo prefeito, pode-se dizer que Luiz Roberto é torcedor do Fluminense, raiz, um sujeito de fino trato e que carrega a amargura de ter visto, in loco, a derrota nos pênaltis para a LDU, na final da Taça Libertadores da América, de triste lembrança.
Agora, o pré-candidato já deve ter começado com o trabalho silencioso de montagem da estratégia extracampo que consiste em conquistar tempo de televisão para o programa eleitoral.
Diante da dura realidade em que seu partido elegeu apenas 17 deputados e deputadas federais nas eleições de 2022, vai ter que ceder a vaga de vice-prefeito para quem tenha, por exemplo, PP, 47 ou PSD, 42, os mais citados ou, os 2 juntos se a lei permitir, só na majoritária; ou, quem sabe, o MDB, que conquistou 42 cadeiras e ainda tem uma mulher para vice.
Com bastante alarde, ousadia e militância, dentro de suas tradições e véspera de completar 44 anos de sonho e de sangue e de América do Sul, quem disse que botou o bloco na rua para valer não foi o do Partido dos Trabalhadores?
O nome da estreante é Candisse Carvalho, militante nova no partido, assim como Luiz Roberto no PDT, coisas que não alteram as legitimidades. A pré-candidata do PT entra em cena respaldada por uma federação partidária que elegeu 81 parlamentares federais em 2022 que, de cara, dá um banho de tempo de programa de televisão no pré-candidato de Edvaldo Nogueira.
Se ambas as candidaturas tem prós e tem contras, a favor de Luiz tem o comedimento e contra Candisse, poderá ter a precipitação.
Na retaguarda do homem da herança brizolista tem gente consagrada em ganhar eleições, inclusive a última, só esperando os erros alheios e que isso sirva de lição.
Não devia, mas, vai a lembrança do que foi dito por um velho assentado da Barra da Onça em 2016: “Teimosia com prejuízo, só tem quem não tem juízo”.
De qualquer sorte, vai um alerta para que a pré-candidata do PT reveja quantas vezes seja necessárias as últimas corridas de São Silvestre, pois, no 2º turno de 2016, uma parte da equipe de produção do candidato Edvaldo soube aproveitar o histórico da maratona.
Bem sentada na arquibancada da passarela onde desfilarão candidatas e candidatos para julgamento do distinto público, antes votantes, no fim eleitores, está, talvez, a definidora dos destinos do pleito, se quiser e souber usar a cabeça, a vereadora Emília Correa, que dorme no ponto, vendo o tempo passar e, quem sabe, entendendo que a hora que botar o time em campo, ganha o jogo. Será?
Já faz tempo que os analistas, lobistas, cientistas e palpiteiros especializados dizem, apregoam e escrevem que quem vai sentar na cadeira mais cobiçada da eleição de 2024, em 1º de janeiro de 2025, será uma mulher. É o mais provável, até o presente momento.
Porém, a vereadora muito bem votada em Aracaju, eleita mais de uma vez, filiada a um partido insignificante, parece fazer ouvidos de marcador, aos sinais vindos das pedras filosofais, de que tem uma federação partidária, bem suscetível ao seu aceno para entrar no jogo e ser vitoriosa ao final do pleito, inclusive com razoável tempo de televisão.
Depois de dado um recado direto para Candisse, que está com o mérito da motivação militante, na pré-temporada, lembrando exemplos da mais famosa corrida de ruas do País, a São Silvestre; para Emília, respeitando sua crença religiosa, o alerta vai no cancioneiro popular: Camarão que dorme a onda leva”.

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é dirigente político

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