Henry Clay diz que "OAB forte, de novo" interessa à advocacia e à sociedade

"Vamos à luta, porque a missão de resgate da OAB/SE em sua significação clássica e social é árdua e nos exige muito. E eleição se ganha pedindo votos". Foi com este espírito que amanheceu ontem o advogado Henri Clay Andrade, um dia após inscrever chapa em que disputará a Presidência da OAB/SE.
Amparado num grupo forte de advogadas e advogados sergipanos, baseado em um projeto identicamente forte, que promete uma "OAB Forte, de novo" – este é o slogan oficial – Henri Clay, 46 anos, lançou oficialmente na tarde de quarta-feira a chapa para disputar a eleição que acontecerá no dia 27 de novembro. Ele já presidiu a Ordem por dois mandatos.

Henri Clay Andrade e seus companheiros saíram a pé da sede do Escritório Advocacia Operária, na Rua Dom José Tomaz, 62, São José, em direção à sede da OAB/SE, na Praça Getúlio Vargas – a praça do Mini Golf -, onde fez a inscrição da chapa. "Esta caminhada se revestiu de um simbolismo histórico: se materializaram nela as intenções de resgate de uma Ordem forte a serviço de advogados fortes e de uma sociedade democrática e bem-defendida por uma advocacia de coragem", disse Henri Clay, ao dar os primeiros passos.
Ao seu lado, a totalidade dos 80 nomes que compõem a chapa – os candidatos a vice-presidente Inácio Krauss, a secretário-geral, Aurélio Belém, a secretária-geral adjunta, Maria da Purificação, e a tesoureiro, Sandro Mezzarano, além dos seis candidatos a conselheiros federais – Arnaldo Machado, Maurício Gentil, Paulo Ralin, Glícia Salmeron, Eugênia Freire e Clodoaldo Júnior.

A estrutura da OAB/SE é composta por 80 cargos – convém ressaltar que ninguém tem qualquer tipo de remuneração. São cinco da Diretoria da Ordem, cinco na da Caixa de Assistência dos Advogados de Sergipe – Caase -, que tem uma mulher indicada, a advogada Ana Lúcia Aguiar -, seis conselheiros federais e 64 conselheiros seccionais – dentre estes 64 conselheiros escolhem-se cinco suplentes da Caase.
Depois de fazer a inscrição da chapa "OAB Forte, de novo", Henri Clay e os demais 79 membros da composição, assim como advogados apoiadores, se dirigiram até a Praça Getúlio Vargas, onde disseram do projeto de resgate da Ordem. O tom foi da extrema confiança, numa linha que já vinha sendo desenvolvida desde a pré-campanha por advogados experimentados, como Evaldo Campos e Wellington Mangueira.
"Confio às cegas em Henri Clay Andrade. Sei que ele fará a OAB forte, de novo. Porque sem uma Ordem atenta, forte e vigilante não há advocacia. Não há advogado. Em circunstâncias assim, ele não passa de um mero funcionário burocrático, sujeito a recriminações, reprimendas e perseguições", já disse Evaldo. "Sob o comando dele, tivemos uma OAB de coragem e combativa. Uma OAB que exerceu sua dupla atividade defensora do corporativo e da sociedade civil sem claudicar e sem fraquejar", complementou Mangueira.

Sobre o momento em si e as expectativas futuras, Henri Clay garantiu na Praça Getúlio Vargas muito comprometimento. "Aqui, não registramos apenas uma chapa, mas a esperança da advocacia de Sergipe. Registramos a esperança de um resgate de uma OAB para os advogados e para a sociedade", frisou.
Inácio Krauss fez uma análise da sua gestão na Caase e pontuou que a Ordem é de todos os advogados e advogadas. "A sociedade civil sergipana vai se sentir albergada e protegida pela OAB. Temos que fortalecer a advocacia e fazer nossas prerrogativas serem respeitadas, mas sem esquecer as causas sociais", disse Krauss.
"Teremos respeito a adversários, mas não pouparemos esforços para fazer ver à categoria e à sociedade o quanto uma Ordem forte é urgentemente necessária", disse Henri Clay.

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