Milton Alves Júnior
Policiais Civis do estado de Alagoas prenderam na manhã de ontem em Maceió, um homem suspeito de aplicar um golpe de aproximadamente R$ 400 mil contra um promotor de justiça aposentado em Sergipe. Investigado pelo setor de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), com o apoio do Ministério da Justiça, havia contra o acusado uma ordem de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE). Segundo o delegado Augusto César, a promotor se tornou vítima após colocar um terreno à venda; o autor do crime se apresentou como um provável comprador.
Ainda de acordo com o delegado, na tentativa de convencer a vítima a repassar o valor subtraído, o suspeito afirmou que o suposto saldo pessoal estava bloqueado em uma conta bancária e que precisava fazer o desbloqueio para efetuar o pagamento. Para embasar esta narrativa, ele apresentou um extrato que mostrava um saldo falso de R$ 32 milhões em conta, afirmando que o valor para a compra do terreno não era problema. Ao convencê-la e já diante do contrato e do empréstimo, o investigado conseguiu aplicar o golpe. Durante as investigações ficou constatado que o criminoso tem uma conta bloqueada porém, zerada.
Após o golpe, o réu fugiu para o estado de Alagoas. “A vítima acreditou e chegou a firmar um contrato de prestação de serviços advocatícios e um empréstimo inicial, que seria ressarcido assim que o dinheiro fosse liberado. Mas ele foi localizado e preso após o trabalho da equipe da Polícia Civil, com apoio da Divisão de Inteligência. Outras pessoas envolvidas, possivelmente do estado de São Paulo, também estão sendo investigadas”, destacou o delegado Augusto César. Devido ao perfil perverso dos criminosos, a Polícia Civil enaltece a importância de, em situações desta natureza comercial, as pessoas ajam com atenção e cuidado.
A corporação reforçou também que, em caso de golpe, é fundamental entrar em contato com a instituição financeira pelos canais oficiais cujos números estão descritos no cartão bancário ou nos aplicativos oficiais. Em seguida, é essencial registrar o boletim de ocorrência em uma delegacia. Informações que possam contribuir com as investigações também podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (181).


