Homem que matou menina tem prisão preventiva decretada

Segundo o delegado Miguel Maximino, responsável pela investigação, o homem se sentiu à vontade para confessar o outro crime (Divulgação/PM)
Milton Alves Júnior
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Em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (25), o Poder Judiciário decretou prisão preventiva contra Alex de Oliveira Nunes, autor do disparo que assassinou Layla Sofia Santos Menezes, de um ano e 11 meses. Horas antes da audiência ser iniciada no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, o delegado da Polícia Civil, Miguel Maximino – responsável por conduzir as investigações, revelou que exames realizados após a prisão em flagrante, constataram consumo excessivo de bebida alcoólica. Pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), foi confirmado ainda que o réu não possui carteira de habilitação e nem autorização para posse de arma.
Pela Polícia Militar foi informado que logo após a criança ter sido conduzida pelos pais para uma unidade hospitalar, o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP) recebeu notificação para enviar viaturas para o local. Em diálogo com moradores – bem como em posse de imagens capturadas por câmeras de monitoramento residencial, o Tenente-coronel Alysson Cruz afirmou que a residência do acusado foi encontrada de forma breve. Diante da confirmação, policiais lotados no Grupo Tático em Ações Motociclísticas (GETAM) e na Caatinga, foram mobilizados para cercar e invadir o imóvel.
A Superintendência da Polícia Civil apreendeu a arma utilizada no crime, três carregadores, além do veículo que aparece nas imagens. Foi constatado também no Boletim de Ocorrência que na residência, Alex de Oliveira Nunes foi encontrado com mais três pessoas que – de igual modo, também estavam no veículo durante a efetuação do disparo. “Ele estava sob efeito de álcool e atirou sem se preocupar com quem estava no carro. Afirmou que não conhecia quem estava no veículo e ao tomar conhecimento que a criança faleceu ele demonstrou arrependimento e disse que sabia que estava errado”, afirmou o delegado.
Durante o depoimento, o acusado revelou que a pistola utilizada no assassinato foi comprada há cerca de dois anos de um caminhoneiro na cidade de Itabaiana, e disse ter disparado com a intenção de assustar o pai do bebê. Até o início da próxima semana é possível que a Polícia Civil interrogue as três pessoas que estavam com ele no carro, bem como ouça a família da vítima fatal, Layla Sofia Santos Menezes. Acompanhado por advogado de defesa, Alex Nunes não concedeu entrevistas; a respectiva assessoria jurídica informou que seu cliente enfrenta julgamentos virtuais sem embasamento. A perspectiva por parte da SSP é que o inquérito seja concluído em até 30 dias.
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