Gabriel Damásio
A polícia está à procura de um homem com idade presumida de 30 anos que, segundo testemunhas, tentou matar um garoto de 13 anos com deficiência mental e auditiva. O incidente aconteceu por volta das 10h30 de ontem na Avenida Euclides Figueiredo, bairro Lamarão (zona norte de Aracaju). O menino teve ferimentos a faca na cabeça, sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Huse). O agressor, por sua vez, fugiu do local depois de ameaçar testemunhas que presenciaram o ataque.
Segundo as informações da Polícia Militar, tudo aconteceu depois que o menino caminhava pela frente de uma academia de ginástica e ao atravessar a avenida, teria arranhado um GM Corsa Classic de cor verde estacionado no local. O relato apurado é de que o dono do carro se irritou com o dano causado no carro e correu atrás do menor, segurando uma faca peixeira. Na fuga, a vítima entrou em uma empresa de motoentregas e tentou se refugiar, mas foi atingido na cabeça com pelo menos um golpe. Durante o ataque, o adulto foi contido pelos motoboys que aguardavam serviço e pediam para que ele não matasse a vítima. No entanto, ele prometeu voltar ao local para matar quem o denunciasse à polícia, e fugiu em seguida, dirigindo o próprio carro.
Com medo, as pessoas que moram e trabalham no local deram poucas informações aos jornalistas. À polícia, no entanto, eles confirmaram que “o rapaz só não morreu porque os motoboys o ajudaram”, dada a fúria do agressor. Todo o incidente foi gravado por câmeras de um circuito interno de TV. As imagens mostram que, logo após o ataque e a fuga do motorista, o menino fica por alguns segundos parado na calçada e pedindo ajuda, em estado de choque. Em seguida, ele cai. O menino sofreu cortes profundos no couro cabeludo e, por isso, perdeu muito sangue. Percebe-se também que ele ficou bastante nervoso e teve dificuldades para se comunicar, por causa da deficiência de audição e fala.
Após a chegada da PM e do Samu, a vítima recebeu os primeiros socorros, foi levada ao Pronto-Socorro Nestor Piva, no 18 do Forte, e transferida depois para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no Capucho (zona oeste). De acordo com a assessoria da unidade, ele deu entrada na sala de sutura e permanece em observação, mas pode receber alta hoje de manhã. O paciente passa bem e está acompanhado pela família.
A assessoria da Polícia Militar confirmou que, mesmo com as ameaças, os soldados do 8º Batalhão (8º BPM) descobriram que o agressor tem o prenome Williams e mora no Lamarão, perto do local onde aconteceu o crime. Eles fizeram rondas pela rua indicada e por seu entorno, mas não o encontraram até o início da noite. O caso deve ser investigado pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), da Polícia Civil. Qualquer informação sobre o autor do ataque pode ser repassada ao Disque Denúncia, pelo telefone 181 ou pelo aplicativo Disque Denúncia SE. Os canais são gratuitos e o informante não precisa se identificar.


