Homens explodem banco e deixam PMs trancados

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Aconteceu às 2h deste sábado a mais violen-ta ocorrência do ano que envolveu explosões de caixas eletrônicos do interior sergipano. Em Nossa Senhora Aparecida (Agreste), pelo menos três bandidos encapuzados e fortemente armados invadiram a agência local do Banco do Estado de Sergipe (Banese) e detonaram explosivos nos três equipamentos da unidade, levando uma quantia em dinheiro. Ao mesmo tempo, outro grupo de criminosos cercou a Delegacia de Polícia da cidade, onde trancaram o portão de entrada e dispararam vários tiros contra uma viatura da Polícia Militar, chegando a perfurar os pneus dela. Apenas dois soldados estavam de plantão no local, mas ninguém ficou ferido.
Segundo informações iniciais, o crime pode ter sido praticado por um grupo especializado de outro estado, por conta da violência e da organização do assalto. Além de atacar a delegacia, a quadrilha espalhou grampos afiados pelas ruas de acesso à sede de Aparecida, visando dificultar a perseguição da polícia. Moradores da cidade afirmam ter visto cerca de 10 homens participarem do ataque, tendo usado seis motos, caminhonetes e um carro de passeio. Por sua parte, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda tem dúvidas sobre este número de criminosos, mas confirma que três homens quebraram a porta do banco, explodiram os caixas e fugiram em um Fiat Punto de cor branca.
A ação do trio foi registrada pelas câmeras do circuito interno de TV da agência, cujas imagens já foram analisadas pela polícia. Elas mostram que os três criminosos estavam encapuzados e, enquanto detonavam os explosivos, que destruíram os caixas e praticamente toda a área interna do Banese, disparavam tiros para o alto no meio da rua, para intimidar os moradores que saíam das casas vizinhas para ver o que estavam acontecendo. A mesma tática foi relatada pelos vizinhos da delegacia. Acredita-se que os criminosos usaram bananas de dinamite e armas longas, como escopetas, fuzis ou metralhadoras.
Após a fuga dos criminosos, a PM começou uma operação de buscas que se estendeu por toda a madrugada em Aparecida e nas cidades vizinhas. Foram mobilizadas equipes do próprio Destacamento Policial Militar local, do 3ª Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), do Pelotão Especial de Policiamento em Área de Caatinga (Pepac), do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati) e do Comando de Operações Especiais (COE). Pela manhã, estiveram na cidade outras equipes do Instituto de Criminalística e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, que investiga o assalto. Até o fechamento desta edição, nenhum dos criminosos foi encontrado.

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