Milton Alves Júnior
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Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Vigilância Sanitária retornaram na tarde de ontem ao Hospital de Cirurgia, em Aracaju, onde haviam se deparado na última terça-feira, 05, com uma abrangente quantidade de lixo acumulado de forma irregular nas dependências da unidade hospitalar. Na nova vistoria foi possível se deparar com uma realidade menos preocupante devido ao esforço de funcionários que realizavam o recolhimento do lixo. Esse problema que se estendia há mais de duas semanas vinha provocando impasses para os servidores, pacientes e moradores da comunidade que lamentavam não suportar mais a falta de manutenção da área.
A ação de fiscalização foi motivada esta semana após moradores da região terem protocolado as denúncias junto aos órgãos competentes, indicando com precisão o local onde era realizado o depósito irregular. Além de ser considerado inadequado para o armazenamento de lixo infectante, o ambiente insalubre estava transbordando com sacolas de descarte clínico e higiênico por toda a área, causando assim, mau cheiro e a proliferação de várias espécies de insetos, incluindo ratos, baratas e moscas do tipo varejeiras. Paralelo a esses erros, pontos aptos para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti também haviam sido identificados.
Por meio de comunicado à imprensa, a direção do HC alegou que o lixo acumulado ocorreu devido a uma coleta irregular que, segundo a administração, deveria ser promovida por meio da empresa Brascom. A administração alegou ainda que o erro foi gerado em virtude dos sucessivos feriados de final do ano, quando dezenas de trabalhadores foram dispensados temporariamente das atividades funcionais. Não se mostrando muito interessada na resposta apresentada, a Secretaria de Meio Ambiente notificou o Hospital Cirurgia com o propósito de forçar para que buscasse a regularização da situação em até 24h. A unidade também foi notificada a entregar o respectivo plano de gerenciamento de resíduos, contratos e documentos que comprovem a coleta regular e a destinação correta do lixo infectante.
Para os moradores do bairro, em especial para os comerciantes que atuam nas intermediações do HC, esta medida trará melhorias para todos. Essa opinião é exposta pelo vendedor de sucos e lanches, Elio dos Santos, que se diz incomodado com a grande quantidade de moscas desde a última quinzena de dezembro.


