Cândida Oliveira
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A partir do dia 21 de março os quatro leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Polícia Militar (HPM) devem ser fechados. A notícia foi divulgada na última quinta-feira, 07, no Boletim Geral Ostensivo da Polícia Militar.
Segundo o assessor de comunicação da Polícia Militar, major Paulo César Paiva, não há médicos intensivistas na unidade de saúde. "Os médicos que faziam parte da escala da unidade eram do atendimento ambulatorial – pediatras, ginecologistas, clínicos gerais -, ou seja, estavam em desvio de função. Eles não possuem capacitação para o atendimento intensivista", detalha o major.
Ele lembra ainda que o Ministério da Saúde não exige leitos de UTI em hospitais de médio porte, como é o caso do HPM. "Nunca abrimos concurso para médicos intensivistas, já que somos de médio porte", lembra. Com o fechamento da UTI, 10 médicos foram remanejados para o atendimento ambulatorial, ou seja, agora estão no atendimento de primeiros socorros, onde, segundo o major, a demanda de pacientes é maior.
Paiva explica ainda que no espaço da UTI existem seis leitos, mas apenas quatro funcionam, e desses apenas dois possuem respiradores. "O uso dos leitos pela Polícia Militar é muito pouco, eles são mais utilizados pelos pacientes do Ipes Saúde. A direção do Ipes Saúde deve encontrar uma forma de mobiliar a escala da UTI do HPM".
O problema já havia sido noticiado quando quatro médicos do HPM entraram individualmente com ação na justiça, denunciando o desvio de função. Eles conseguiram liminares dando direito para que voltassem às suas especificidades.
No Ipes Saúde, a informação do assessor de comunicação, Jason Neto, é que existem convênios com os hospitais Primavera, São José e Cirurgia. Porém, não soube quantificar os números de leitos nesses locais. "Como compramos serviços e com o fechamento dos leitos no Hospital da Polícia Militar, vamos partir para a contratação em outros hospitais. Nenhum paciente ficará desassistido", garante. Ele conta ainda que apenas um leito da UTI do HPM era utilizado. O Ipes Saúde possui aproximadamente 120 mil segurados, sendo o maior plano de saúde de Sergipe. Inclusive oferta atendimento odontológico.
O presidente do Ipes Saúde, Vinícius Melo, disse que por lei a administração do hospital é da Polícia Militar. "Não há base legal para que o Ipes Saúde interfira na gestão da Polícia Militar".


