Milton Alves Júnior
Depois de 14 dias com as atividades suspensas, no início da tarde de ontem uma comissão do Conselho Regional de Medicina (CRM) desinterditou a ala ortopédica Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva, na zona Norte de Aracaju. Conforme informado na última sexta-feira, 11, ao JORNAL DO DIA, na manhã dessa segunda-feira os fiscais retornaram à unidade acompanhados de gestores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), quando decidiram adotar o processo de concessão ética. Com o mais novo aval, todas as atividades prestadas pelo Nestor Paiva estão novamente à disposição dos usuários do Sistema Único de Saúde.
Alvo de sucessivas críticas ao longo das últimas duas semanas o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, utilizou as redes sociais para se manifestar sobre a normalização dos serviços no Nestor Piva. Segundo o chefe do poder executivo: "depois de uma semana de luta, de disposição de todos da Secretaria Municipal de Saúde de resolver o problema e de, principalmente, garantir o atendimento à população, o Nestor Piva acaba de ser desinterditado pelo Conselho Regional de Medicina". Ainda de acordo com o prefeito, a perspectiva é que o sistema seja de imediato normalizado e nenhum aracajuano fique sem atendimento, precisando, assim, seguir para o Hospital de Urgência de Sergipe.
"Agora, com a volta do funcionamento do setor de ortopedia, os aracajuanos voltam a ter acesso a todos os serviços de urgência ofertadas na unidade", finalizou. Apesar da comemoração publicado por Edvaldo, a vice-presidente do CRM, Rika Kakuda, disse ao JORNAL DO DIA que nada impede que uma nova ação de interdição ética seja aplicada contra a administração da capital sergipana. Essa suspensão pode ocorrer caso os serviços necessários – os quais garantam condições básicas de trabalho e valorização dos profissionais -, não sejam efetivamente aplicados pelo município. Kakuda garantiu que permanecerá realizando vistorias periódicas.
"Essa é uma solução parcial, o número de médicos ainda é insuficiente para a demanda das UPAs, e com o Fernando Franco fechado, a demanda do Nestor Piva vai aumentar, então precisam adequar. Nossa luta vai continuar, não termina só com escala médica. Vamos cobrar insumos, equipamentos, ver se o trabalho do médico está sendo adequado e se a população é atendida da maneira correta", declarou.


