IDOSO CADEIRANTE É ASSASSINADO EM CASA

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

O petroleiro aposentado José Augusto da Silva, 82 anos, foi assassinado às 11h de ontem dentro da própria residência, no Cj. João Alves Filho, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Ele tomava um lanche na cozinha de casa quando foi abordado por dois homens armados que tinham entrado na casa e dispararam dois tiros. Um deles acertou o peito de Augusto, que era cadeirante e morreu na hora. A suspeita da polícia é de que o crime foi cometido pelo marido da empregada que trabalha na residência, que foi visto entrando lá em companhia de outro rapaz com idade presumida de 17 anos.

Testemunhas disseram à polícia que a empregada, de prenome Josy, estava preparando o almoço quando foi chamada à porta pelo marido, o qual pediu para entrar e falar com ela. Quando a porta foi aberta, ele entrou com o suposto adolescente e anunciou o assalto, arrastando-a para dentro de casa.

A noiva do cadeirante, Adriana Belas Torres de Sousa, 28, contou que tomava um banho quando ouviu gritos vindos da sala. A princípio, ela achou se tratar de uma briga de casal, mas se deu conta de que era algo mais grave depois de ouvir os tiros. "Ao abrir a porta do quarto o rapaz estava com o revólver já na minha cara, e falou para a gente ficar quieta que era pegar dinheiro e celular. Aí eu vim para o quarto e pedi pra Josy pegar o dinheiro que tinha e dar ao ladrão, era R$ 1.700, e aí ele pegou todos os celulares que tinha e foi embora, e saiu com o marido de Josy", narrou Adriana, bastante abalada com o crime, a ponto de ser socorrida em estado de choque por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela cuidava de José Augusto há alguns anos e iria se casar com ele nos próximos dias.

Após a fuga dos criminosos, em uma moto não-identificada, o petroleiro foi encontrado morto na cozinha. A forma como ele foi assassinado revoltou os vizinhos e os policiais, pois, segundo eles, Augusto tinha dificuldades de locomoção e não teve qualquer chance de reação ou de defesa. Após o crime, policiais militares estiveram na casa e levantaram as primeiras informações sobre o caso. Por ser um crime de latrocínio (roubo seguido de morte), ele será investigado pela 5ª Delegacia Metropolitana (Cj. João Alves). Até o fechamento desta edição, ninguém foi preso. (com Imprensa 1)

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