Será sepultado na manhã de hoje o corpo de José Alves de Azevedo, um idoso de 68 anos de idade que perdeu a vida por volta das 8h de ontem após ser atropelado enquanto realizava compras em uma loja de rações. Segundo informações apresentadas pelo Instituto Médico Legal (IML), o acidente fatal aconteceu na avenida Augusto Franco, antiga Rio de Janeiro, zona Oeste da capital, quando o motorista de um carro teria perdido o controle da direção e subido na calçada onde encontrava-se a vítima. O boletim pericial emitido pela Secretaria de Estado da Segurança (SSP/SE), esclareceu que o pedestre morreu ainda no local após sofrer esmagamento de crânio e fratura de pescoço.
Sem evadir do espaço, o motorista prestou a assistência necessária e aguardou a chegada da primeira viatura da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran), a fim de prestar os devidos esclarecimentos. Ainda no local do sinistro, bem como na delegacia plantonista – onde foi novamente interrogado, o condutor oficializou que perdeu o controle do automóvel após tentar desviar de uma pedra que encontrava-se no meio da pista. Essa pedra, segundo informações de moradores e comerciantes da região, pode ter sido originada do canteiro de obras onde a Prefeitura de Aracaju realiza uma obra de reestruturação da via expressa. Exames foram realizados e comprovou que o rapaz não havia consumido nenhum tipo de bebida alcóolica.
Para atender a ocorrência ainda foram encaminhadas para o local uma equipe do Batalhão de Choque, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). De acordo como comerciante Thales Ferreira, desde o início das obras na avenida o índice de periculosidade tem sido ampliado em especial para pedestres e ciclistas. "Eu passo por essa parte da avenida há mais de 15 anos toda manhã e final de tarde. Vou e volto do trabalho, e percebo realmente que muitos pontos podem contribuir para acidentes como esses. Se observar direitinho tem pedras medianas e grandes espalhadas pela pista. Muitas vezes a gente mesmo tira, mas outras ficam, não sei se esse foi o caso mesmo desse acidente triste, mas não é nada difícil acreditar nessa versão", disse.
Os órgãos de trânsito não oficializaram as causas reais do acidente. A perspectiva da Polícia Criminalística é que os detalhes sejam apresentados em até 30 dias, podendo ser prorrogado por mais um mês.


