Milton Alves Júnior
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Assustados com a onda de violência que frequentemente vem sendo registrada no terminal de interligação do Distrito Industrial de Aracaju (DIA), comerciantes e usuários do sistema imploram aos gestores públicos por uma solução imediata. Após tiroteio realizado no último dia 02, um novo incidente foi registrado. Desta vez, no domingo, 4, um incêndio provocou pânico e muita correria no local. Ainda sem um laudo técnico, comerciantes garantem que o fogo se alastrou após um deficiente mental ter contribuído diretamente para que um botijão explodisse.
O comerciante Jailson Valença garante que a insegurança predomina no terminal e muitos usuários que diariamente transitam pelo local se dizem preocupados com a situação. "Na realidade esses problemas não estão nos amedrontando de agora, toda semana tem um caso grave como esse, sem falar dos constantes assaltos. Aqui virou um campo minado em que nós cidadãos somos os mais prejudicados pela falta de políticas públicas", declarou. Considerado um dos terminais de maior movimentação, o DIA possue seis seguranças que ficam posicionados apenas nas duas entradas.
Ainda de acordo com Jailson, rondas policiais são realizadas com frequência, mas não contribuem para omitir os atos violentos. "Já foi eficiente no combate à bandidagem, mas de uns tempos pra cá não está adiantando. Estamos nas mãos dos marginais e sem o auxílio da polícia", declarou o vendedor que trabalha há mais de dez anos no terminal. Devido ao Corpo de Bombeiros ter demorado mais de 20 minutos para chegar ao local, motoristas, vigilantes e até passageiros se uniram e controlaram as chamas que alcançaram mais de dois metros de altura e danificou parte do telhado.
Acuados e sem estrutura suficiente, alguns vigilantes preferem andar em grupos nas intermediações do terminal para evitar serem surpreendidos. "Temos que fiscalizar a passagem das pessoas pelas catracas, por isso raramente andamos pelo meio do terminal. Sabemos o quanto o local está violento e sem condições de trabalho. Para essa situação mudar, o governo municipal deve reequipar todos os vigilantes e multiplicar o número de agentes", alertou um fiscal que preferiu não se identificar para evitar possíveis perseguições.
Segundo a estudante Patrícia de Menezes, ela já teve o celular roubado duas vezes. "Eu não sou a única, muitas colegas de escola também já foram vítimas aqui. Tenho certeza que todos os aracajuanos conhecem uma pessoa que já foi furtada no terminal, mas até hoje a segurança não foi reforçada e os ladrões continuam livres", lamentou.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP/SE) informou que diariamente agentes policiais realizam rondas em toda a extensão do terminal. Devido às constantes reclamações, a SSP garante que a ação da PM será redobrada durante os três turnos.


