Milton Alves Júnior
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Na madrugada de ontem um incêndio no sexto andar do condomínio Vila Maestria, localizado no bairro Farolândia, em Aracaju, provocou pânico entre os moradores da região. Ainda sem uma perícia detalhada, agentes do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), e a proprietária do imóvel, que preferiu não se identificar, acreditam que um curto-circuito ocasionado por um computador tipo notebook teria dado início ao sinistro. Para apagar o fogo que teve início em um quarto e se alastrou pela sala, três viaturas do CBM foram encaminhadas até o condomínio.
Segundo informações apresentadas pelo tenente Felipe Santos, um dos responsáveis pela operação, muitos moradores já estavam dormindo quando foram surpreendidos pela fumaça. Mesmo em pânico, as pessoas foram auxiliadas pelo CBM a evacuar o prédio de forma rápida e segura. "Tivemos que atuar rápido e promover total segurança para os moradores e os agentes da corporação. Para isso, a energia do prédio teve que ser rapidamente desligada na tentativa de evitar que os próprios moradores utilizassem o elevador como opção de fuga. Nesses casos, a escada é sempre mais segura e aconselhável", afirmou o tenente.
Perigoso devido a respectiva vulnerabilidade, os aparelhos eletrônicos devem ser recarregados de maneira segura e distante de materiais que rapidamente possam propagar chamas, a exemplo de colchões, tapetes e mesas de madeira. Para Carlos Wellington, técnico em informática e especialista em manutenção de computadores, as pessoas ainda possuem a arriscada mania de carregar celulares e notebooks em cima de camas ou armários. Propício a um princípio de incêndio, o aquecimento emitido durante a recarga é suficiente para provocar danos semelhantes ao caso em questão.
"São atitudes simples que muitos não se preocupam. A tragédia na cidade gaúcha de Santa Maria serve de exemplo para que todos comecem a se autofiscalizar. Quantas vezes as pessoas não carregaram, ou utilizaram um computador sobre as próprias pernas e notaram um aquecimento da bateria. Isso mesmo ocorre em outras superfícies", alertou. Em decorrência da nuvem de fumaça que foi proporcionada durante o incêndio, algumas paredes do imóvel foram danificadas e passarão por uma vistoria por parte da Defesa Civil do Município.
Ainda de acordo com Wellington, no mercado sergipano alguns estabelecimentos já comercializam equipamentos propícios para carregar com segurança um celular ou computador portátil. O investimento não passa de R$ 35. "É uma maneira a mais para evitar acidentes. O aparelho que me refiro possui até uma pequena central de ventilação que evita o aquecimento do aparelho. Felizmente nessa ocorrência não houve vítima, mas serve de exemplo para os demais usuários desse tipo equipamento", pontuou.


