Em menos de três dias dois estabelecimentos comerciais instalados na Grande Aracaju registraram focos de incêndios e o Corpo de Bombeiros Militar necessitou ser acionado para combater o sinistro. Passava das 10h de ontem quando uma loja no centro da capital sofreu pane na rede elétrica e provocou faíscas que resultaram em fogo. Sem dispor do sistema de emissão de água dedicada para esse tipo de acidente, a loja teve mais de 30% do ambiente prejudicado. Agentes do CBM chegaram até o local em 20 minutos. Nesse período funcionários da loja tentaram conter as chamas com o uso de extintores.
Situação semelhante foi vivenciada por moradores do município de Nossa Senhora do Socorro. Na última sexta-feira, 25, um incêndio destruiu parte da empresa japonesa, Yazaki. Conforme destacado pela corporação, o fogo teve início na parte de trás da indústria e por pouco não se alastrou por todo o depósito. Assim como ocorreu na manhã de ontem no estabelecimento aracajuano, um curto circuito também pode ter sido a causa do fogo. Segundo informações repassadas pelo coronel Dórea, comandante do Corpo de Bombeiros, peritos estão atuando para apontar a causa dos sinistros.
Presente nas operações consideradas de maior proporção, o oficial afirmou que tem procurado ajudar nas investigações a fim de contribuir para a não reincidência dos fatos. Apesar dos pedidos e exigências de qualificação dos sistemas contra pânico e acidentes dessa natureza, Dórea afirma que falta comprometimento por parte do setor empresarial. "Fiscalizamos, cobramos e até punimos quando necessário, mas infelizmente muitas indústrias, e especialmente lojas, muitas vezes ainda tendem a não respeitar os avisos de alerta e acaba resultando nessas ocorrências. Precisamos que todos tenham consciência da importância em respeitar todos os cuidados", disse.
Durante as perícias relacionadas aos dois casos citados, os bombeiros tiraram fotografias, verificaram as marcas de combustão, observaram a utilização dos preventivos fixos da edificação e procuraram quaisquer vestígios estranhos ao ambiente que possam ter causado o incêndio. Os peritos não tiveram acesso às imagens do local no momento do incêndio porque as câmeras de segurança não estavam funcionando. "Se é de interesse do proprietário evitar punições, e, principalmente se é do interesse do empresário evitar sinistros que gerem prejuízos e problemas até de saúde para os clientes e funcionários é preciso que respeite todas as regras exigidas pelos Bombeiros. As fiscalizações irão continuar em todos os municípios sergipanos", pontuou o comandante.


