O último vereador a se apresentar na fase de interrogatórios da ‘Operação Indenizar-se’, que apura os supostos desvios de R$ 7 milhões em verbas indenizatórias da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), compareceu ontem à tarde na sede do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária (Deotap), no Centro de Aracaju. Roberto Moraes (SDD) permaneceu cerca de 20 minutos na sala da delegada Nadja Flausino Vítolo e, acompanhado pelo advogado Ricardo Almeida, aderiu à estratégia de permanecer em silêncio e não dar informações.
Ricardo justificou que orientou seu cliente a não depor por não ter total conhecimento do inquérito e prometeu apresentar esclarecimentos em juízo – a mesma justificativa foi dada pelos advogados dos outros 12 vereadores que aparecem nas investigações da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE), os quais também o invocaram o ‘direito constitucional ao silêncio’. Apenas os vereadores Emmanuel Nascimento (PT), Ivaldo José (PRTB) e Vinícius Porto (DEM, presidente da CMA) deram informações completas aos policiais e promotores do caso.
Na próxima semana, as autoridades policiais passam a ouvir alguns servidores da CMA que trabalham nas áreas jurídica e financeira, bem como o ex-vereador Alcivan Menezes e os empresários Alcivan Menezes Filho e Pedro Ivo dos Santos Carvalho, ligados a uma empresa de consultoria e um escritório de advocacia que teriam recebido parte das verbas indenizatórias pagas aos vereadores entre 2012 e 2015, a partir de notas fiscais fraudadas emitidas por serviços não prestados. A ‘Operação Indenizar-se’ foi deflagrada na quinta-feira passada, a partir de mandados expedidos pela 3ª Vara Criminal de Aracaju. A previsão é de que o inquérito policial sobre o caso seja concluído até o começo do fim do mês.


