Índice de infestação do Aedes aegypti cai na capital, mas terrenos são ameaça

Dados do 3º Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2016, realizado entre os dias 2 e 6 de maio, mostram que o índice de infestação na capital foi de 0,8, valor considerado como "baixo risco" ou "satisfatório". A divulgação dos resultados foi feita ontem pela coordenadora do Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti, Taíse Cavalcante, e pela coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Raulinna Gomes, no auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Presidente Vargas no bairro Siqueira Campos.

De acordo com Taíse Cavalcante, esse é o melhor resultado dos últimos oito anos e demonstra o empenho de toda a equipe da SMS e da população aracajuana no combate ao mosquito. "Os agentes de Endemias e Comunitários de Saúde percorrem diariamente os bairros da capital com o objetivo de identificar e eliminar os focos do mosquito transmissor da Dengue, Zika Vírus e da Febre Chikungunya. Além disso, os mutirões realizados aos sábados têm contribuído bastante para a redução do índice de infestação. Mas, temos também que ressaltar que a população tem colaborado efetivamente com o nosso trabalho e o resultado desse esforço conjunto pode ser percebido através do LIRAa".

Comparado ao 2º LIRAa de 2016, quando o  índice de infestação geral foi de 0,9, houve uma sensível queda de 11%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o índice era de 1,9, a queda chega a 58%. Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, mesmo diante dos resultados positivos, é preciso que a população e o poder público continuem em alerta. "Os números apresentados hoje são bastante satisfatórios, mas precisamos continuar vigilantes. A Prefeitura de Aracaju vai continuar com todas as ações que já estão sendo desenvolvidas e é preciso que os moradores também mantenham os cuidados dentro de casa, porque só assim a gente vai conseguir conter a proliferação do Aedes aegypti", disse Raulinna Gomes.

O levantamento apontou que, dos 42 bairros de Aracaju, 27 foram classificados como baixo risco (satisfatório), 15 em médio risco (alerta) e nenhum com a classificação de risco de epidemias. Dentre os bairros com médio risco (alerta) que tiveram infestação acima de 2,0 estão José Conrado de Araújo (2,4) e Santo Antônio (2,2).

Os principais criadouros continuam sendo os depósitos de água ao nível do solo, como as lavanderias que são utilizadas para armazenar água, tendo o percentual de 71,8% dos focos. Em comparação ao mês de março, quando o percentual foi 66%, foi registrado um pequeno aumento de 9%.  
Um ponto importante neste 3º LIRAa de 2016 foi o aumento de focos em lixo e resíduos sólidos, que passou de 2,2 em março para 5,6 no mês de maio. Esse aumento deve-se também ao fato de que, pela primeira vez este ano, foi encontrado foco do Aedes aegypti em um terreno baldio no bairro José Conrado de Araújo.

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