Iran analisa discurso do governador na Alese e aponta contradições e omissões

 

Em seu primeiro discur-
so no grande expedien-
te da Assembleia Legislativa (Alese), na terça-feira, o deputado Iran Barbosa (PT), analisou a mensagem do governador Belivaldo Chagas, PSD, lida na sessão de abertura dos trabalhos legislativos de 2020, na segunda-feira, 3. Para Iran, o discurso expressa contradições que exigem maiores elucidações e omissões que não ajudam a enfrentar os problemas que afetam mais diretamente o povo.
"Em 2019, aqui nesta Casa, anunciou-se a falência do Estado. Agora, o anúncio otimista prevalece. Isso é estimulador! Porém, é preciso entender como, em apenas um ano, conseguimos transitar do pessimismo da falência para o otimismo das grandes transformações. É preciso aprofundar as análises. O governo precisa expor os elementos da conjuntura estadual que permitem essa mudança radical em tão curto espaço de tempo. Caso contrário, tanto o discurso de 2019 como o discurso deste ano, correm o risco de serem entendidos como simples conjecturas governamentais. Quais são os dados e os elementos da conjuntura socioeconômica sergipana que sustentam essa variação da narrativa oficial? Esse é o questionamento que não foi devidamente explicado", afirmou o parlamentar ao iniciar o seu discurso.
O parlamentar questionou se o anúncio do caos, em 2019, foi apenas para justificar o conjunto de políticas nocivas ao funcionalismo público, que foram colocadas em prática no decorrer do ano.
"O que fez Sergipe sair da crise e trocar o pessimismo por otimismo em tão pouco tempo? Será que o discurso de 2019 era somente para preparar o cenário para as maldades que foram feitas com os servidores públicos? Aprovadas as grandes maldades, o cenário apresentado modifica-se magicamente e temos anúncios de grandes obras e investimentos? É isso?", questionou Iran.
Privatização do SAMU estadual – Diante do aviso de licitação para contratação de empresa especializada em Gestão de Saúde, especificamente em Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), publicado no Diário Oficial de anteontem (3), o deputado Iran Barbosa criticou a proposta.
Para o parlamentar, que denunciou que a iniciativa se configura em mais um projeto que aponta para a privatização de um serviço público fundamental, as experiências acumuladas na área da Saúde só mostram que esse tipo de política não traz resultados positivos para a população.
"As experiências de privatização já postas em prática em Sergipe e em Aracaju, por mais que variem a sua modalidade, mostram que, em lugar de melhorar, a oferta de serviços públicos de saúde que são transferidos para o setor privado só piora. Por isso, manifesto minha posição contrária à proposta de contratação de empresa privada para operar a gestão integral da frota de ambulâncias e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Estado de Sergipe. Este não é o caminho adequado para a garantia da oferta de um serviço de saúde de qualidade à população. A garantia da oferta de políticas de Saúde é uma obrigação do Estado, e transferir a particulares essa obrigação não pode ser considerada uma alternativa consequente", enfatizou.

Em seu primeiro discur- so no grande expedien- te da Assembleia Legislativa (Alese), na terça-feira, o deputado Iran Barbosa (PT), analisou a mensagem do governador Belivaldo Chagas, PSD, lida na sessão de abertura dos trabalhos legislativos de 2020, na segunda-feira, 3. Para Iran, o discurso expressa contradições que exigem maiores elucidações e omissões que não ajudam a enfrentar os problemas que afetam mais diretamente o povo.
"Em 2019, aqui nesta Casa, anunciou-se a falência do Estado. Agora, o anúncio otimista prevalece. Isso é estimulador! Porém, é preciso entender como, em apenas um ano, conseguimos transitar do pessimismo da falência para o otimismo das grandes transformações. É preciso aprofundar as análises. O governo precisa expor os elementos da conjuntura estadual que permitem essa mudança radical em tão curto espaço de tempo. Caso contrário, tanto o discurso de 2019 como o discurso deste ano, correm o risco de serem entendidos como simples conjecturas governamentais. Quais são os dados e os elementos da conjuntura socioeconômica sergipana que sustentam essa variação da narrativa oficial? Esse é o questionamento que não foi devidamente explicado", afirmou o parlamentar ao iniciar o seu discurso.
O parlamentar questionou se o anúncio do caos, em 2019, foi apenas para justificar o conjunto de políticas nocivas ao funcionalismo público, que foram colocadas em prática no decorrer do ano.
"O que fez Sergipe sair da crise e trocar o pessimismo por otimismo em tão pouco tempo? Será que o discurso de 2019 era somente para preparar o cenário para as maldades que foram feitas com os servidores públicos? Aprovadas as grandes maldades, o cenário apresentado modifica-se magicamente e temos anúncios de grandes obras e investimentos? É isso?", questionou Iran.

Privatização do SAMU estadual – Diante do aviso de licitação para contratação de empresa especializada em Gestão de Saúde, especificamente em Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), publicado no Diário Oficial de anteontem (3), o deputado Iran Barbosa criticou a proposta.
Para o parlamentar, que denunciou que a iniciativa se configura em mais um projeto que aponta para a privatização de um serviço público fundamental, as experiências acumuladas na área da Saúde só mostram que esse tipo de política não traz resultados positivos para a população.
"As experiências de privatização já postas em prática em Sergipe e em Aracaju, por mais que variem a sua modalidade, mostram que, em lugar de melhorar, a oferta de serviços públicos de saúde que são transferidos para o setor privado só piora. Por isso, manifesto minha posição contrária à proposta de contratação de empresa privada para operar a gestão integral da frota de ambulâncias e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Estado de Sergipe. Este não é o caminho adequado para a garantia da oferta de um serviço de saúde de qualidade à população. A garantia da oferta de políticas de Saúde é uma obrigação do Estado, e transferir a particulares essa obrigação não pode ser considerada uma alternativa consequente", enfatizou.

 

Compartilhe esta notícia