O vereador Iran Barbosa (PT) apresentou ontem na tribuna da Câmara uma análise distinguindo o que ele entende por ações legítimas em uma sociedade democrática e o que pode se configurar como golpe nas ações políticas. Para Iran, é legítimo fazer oposição a governos. "Toda vez que um grupo é eleitoralmente derrotado nas urnas, numa Democracia, o que ocorre, na maioria das vezes, é que esse grupo assume o papel de fazer oposição ao governo que implementa o projeto político que foi vitorioso. Isso faz parte do jogo democrático", afirmou o parlamentar.
Na tribuna, Iran afirmou que é legítimo aos opositores dos governos e aos insatisfeitos disputarem a opinião pública, discordarem da política implementada pelos governos e protestarem em relação a ações com as quais se tem discordância.
"Aqui em Aracaju, por exemplo, há pessoas, grupos e partidos que fazem oposição à administração municipal e que não votaram no prefeito João Alves Filho. Há, também, pessoas que votaram no prefeito e se arrependeram, pelas mais diversas razões. Isso é legítimo! Da mesma forma, é legítimo que o mesmo fenômeno ocorra em relação ao governo federal", esclareceu, afirmando que faz parte da política enfrentar protestos, divergências e oposição.
Contudo, o vereador afirmou que há uma diferença entre manifestar livremente sua discordância e articular, sem base de sustentação, o impedimento dos governos legitimados pelas urnas, tentando derrubá-los. "Isso é golpe!", afirmou Iran.
O vereador afirmou que o golpe fica mais evidenciado quando se identifica que boa parte dos principais articuladores do impeachment no Congresso Nacional está "atolada até o pescoço" em processos nas páginas policiais e judicias. "Se formos atentos e pesquisarmos nas diversas varas e instâncias judiciais, poderemos ver que a presidente Dilma, que não responde a processos, está sendo julgada por um grupo de políticos, onde a maioria dos que defendem o fim do seu governo em nome da moralidade, figura em diversos processos, respondendo por crimes de corrupção e equivalentes. Não reconheço qualquer legitimidade neste movimento de Impeachment. Quem está atolado em processos por corrupção, não tem legitimidade para pedir o Impeachment em nome do Brasil e da família", enfatizou o petista.


