Acontecerá amanhã, às 9h, no Fórum Juiz Mário de Almeida Lobão, em Ribeirópolis (Agreste), o julgamento dos irmãos José Genivaldo de Oliveira, 50 anos, Josué de Oliveira, 41, e José Gileno de Oliveira, 51, acusados de assassinar o aposentado Antônio dos Santos, o "Tota de Percílio". O crime aconteceu em 15 de abril de 2013 no povoado Cruz das Graças, em Nossa Senhora Aparecida, depois de uma briga provocada pelo som alto de um carro que estava parado em frente à casa da vítima. Os réus são acusados de terem invadido a residência e executado o idoso com um tiro de escopeta.
O julgamento do caso já foi adiado outras duas vezes. A última delas foi em 12 de fevereiro, quando o Ministério Público da comarca pediu o adiamento da audiência, alegando que houve mudança no cargo e que o novo promotor precisaria de tempo para estudar o processo. Os advogados de defesa também tentaram uma autorização para que os réus aguardassem o julgamento em liberdade, mas o pedido foi negado pelo juiz responsável juiz Sérgio Fortuna de Mendonça. Um jurado que tinha sido sorteado para o julgamento pediu autorização para faltar, com o argumento de que faria uma viagem, mas o pedido foi negado pelo magistrado que expediu uma convocação sob pena de multa.
"Tota de Percílio" foi assassinado dentro de sua casa, depois de brigar com um grupo que estava parado em um bar vizinho e bebia ouvindo o som de um carro em altíssimo volume, incomodando a vizinhança. Segundo a denúncia da Promotoria, o idoso tentou desligar o som e chegou a trocar empurrões com o filho de um dos acusados. Os réus, por sua vez, se armaram com escopetas, invadiram a residência e chegaram a encurralar Antônio em um quarto, onde a vítima morreu com um tiro no pescoço. Genivaldo, Josué e Gileno se entregaram à polícia seis meses depois e admitiram o crime, que chocou todo o estado.
O julgamento acontece em Ribeirópolis, sede da comarca que tem a cidade de Aparecida como um distrito. A mudança de local aconteceu porque, no primeiro julgamento, houve ameaças de tumulto por parte de pessoas que fizeram manifestações contra e a favor dos réus no fórum de Aparecida. As manifestações devem se repetir na cidade vizinha, mas o juiz Fortuna já pediu à Polícia Militar que providencie reforço na segurança. (Gabriel Damásio)


