O zelador Rodrigo José da Silva, 32 anos, foi morto a tiros por volta das 6h de ontem na Avenida Melício Machado, bairro Mosqueiro (Zona de Expansão de Aracaju). Ele morava no povoado Zenza e estava a caminho do trabalho, em um condomínio na Aruana, quando dois homens passaram por ele em uma moto e abriram fogo, acertando a vítima com vários tiros. Os criminosos fugiram em seguida.
Uma irmã da vítima, que trabalha no posto de saúde do bairro, chegou a ouvir os tiros, mas não conseguiu ver os criminosos.A Polícia Militar esteve no local e conseguiu poucas informações sobre o crime, pois, de acordo com os policiais, os vários curiosos que foram ao local não quiseram falar ou alegavam que não tinham visto nada.
Os familiares, por sua vez, ficaram bastante chocados com a morte de Rodrigo e disseram não haver nenhum motivo aparente para o crime. "Não tem pista nenhuma, nem nada. Ele nem bebia, não andava em festa, nem nada. Era um sujeito supertranquilo", lamentou o irmão, Emerson da Silva. No entanto, o zelador chegou a comentar com a esposa, horas antes de morrer, que estava com um pressentimento ruim e até sentiu-se mal, mas não comentou o motivo. Rodrigo era casado e pai de três filhos, sendo um de um relacionamento anterior.
O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) por volta das 9h da manhã, mas só foi examinado e liberado no início da noite de ontem, pois, de acordo com a família, não havia médicos legistas de plantão. O problema só foi resolvido com a chegada de um médico que estava de sobreaviso. O IML enfrenta problemas com a escala de legistas, já que faltam profissionais e os que foram aprovados no recente concurso público da Coordenação Geral de Perícias (Cogerp) ainda não concluíram o curso técnico de formação.


