Israel convoca 16 mil soldados da reserva para ação em Gaza

Israel convocou mais 16 mil soldados da reserva para reforçar a operação militar na Faixa de Gaza. Com o anúncio, feito ontem pelo Exército do país, o número de soldados mobilizados sobre para 86 mil. De acordo com a instituição, o acréscimo vai permitir o descanso de tropas. O mais recente conflito entre Israel e o Hamas começou no dia 8 de julho e se intensificou com a entrada, por terra, de tropas israelenses em Gaza no dia 17.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou também ontem que, "com ou sem cessar-fogo", o Exército continuará a destruir os túneis usados pelo movimento de resistência islâmica para lançar ataques contra seu país.
"Estamos determinados a concluir esta missão com ou sem cessar-fogo. Nunca aceitaremos qualquer proposta que não permita ao Exército israelense terminar este trabalho", disse Netanyahu, antes de participar do Conselho de Ministros em Tel Aviv. Segundo ele, já foram demolidos dezenas de túneis.
Trégua humanitária – O secretário-geral da ONU e o secretário de Estado dos EUA anunciaram na noite desta quinta-feira (31) que uma "trégua humanitária incondicional" foi acordada entre Israel e o grupo palestino Hamas, informou a agência de notícias Reuters. O cessar-fogo começará às 5h (horário de Brasília) da sexta-feira e terá duração de 72 horas.

O comunicado assinado por Ban Ki-moon e John Kerry diz que "forças em terra permanecerão em seus lugares" durante a trégua, o que sugere que os soldados israelenses não deixarão Gaza.
"Pedimos às partes que ajam com cuidado até o início do cessar-fogo e que mantenham seu compromisso durante a trégua", dizia o texto. "Esse cessar-fogo é fundamental para dar aos inocentes civis um alívio tão necessário da violência"
O balanço de mortes de palestinos sobe a 1.435, sendo a maioria civis, desde o início dos conflitos, no dia 8 de julho. No mesmo período, morreram 56 soldados e 3 civis em Israel. (Com Agência Lusa)

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