A delinquência da colônia sionista é observada em não respeitar ninguém, nenhum país ou região, podendo invadir o espaço aéreo de qualquer território ou até mesmo por invasão terrestre
* José Eloízio da Costa, Silmara Lisboa da Silva e Raynara do Nascimento Macedo
A continuidade das atrocidades do Estado Terrorista de Israel, uma entidade violenta e nazista tutelada pelo imperialismo evangélico, para entender esse processo, não é fácil. Com 77 anos de existência, a entidade colonial sionista enfrenta sua maior encruzilhada frente a uma quadra jamais esperada. Com assassinatos em massa em Gaza e diversos fronts em ataques sistemáticos, a colônia sionista efetivamente não tem estratégia além da formação do funesto “Grande Israel”. A continuidade é a prova da insanidade de um país pária que se isola no mundo. E como nazistas, suas lideranças racistas pouco se importam com a opinião ou posição contrária em nível mundial. O que importa é dominar o Oeste da Ásia (Oriente Médio) e essa proteção norte-americana poderá ajudar, com suporte militar, financeiro, ideológico, político e tecnológico.
Israel tornou-se a maior máquina assassina do planeta, sem limites, sem obedecer normas internacionais ou resoluções da ONU, formado por uma sociedade de criminosos, sendo um veneno fatal para o Oriente Médio. Não tem alternativa, matar é o esporte predileto dessa colônia e seu desprezo aos povos da região, contra os árabes, otomanos e persas; é uma evidência histórica incontestável. A guerra é a diversão da colônia protegida pelo império e pelo visto “israel” (em letra minúscula) continuará em seu empreendimento sabendo da impunidade do Ocidente. Direitos humanos e crimes de guerra não se aplicam ao “povo escolhido”, mas aos outros e regras morais também não se aplicam. Exterminar palestinos deve ser normalizado.
São etapas, e agora destruir os poucos prédios existentes em Gaza é mais uma operação da colônia sionista. Mas tudo bem, o “povo de Deus” tem esse direito, e matar palestinos sem discriminação é uma política de autodefesa! Sob o argumento de eliminar o Hamas, a oportunidade sionista é a “solução final” contra os palestinos. Matando ou expulsando palestinos, Gaza deve ser judaizada e aí seremos felizes para sempre em um país territorialmente ampliado, edificado sob um grande cemitério, e tudo voltará ao normal, com o mundo retomando suas relações com a colônia, por ser a “maior democracia do Oriente Médio” e a “terra onde Jesus Cristo viveu” e os grandes profetas do Antigo Testamento.
A delinquência da colônia sionista é observada em não respeitar ninguém, nenhum país ou região, podendo invadir o espaço aéreo de qualquer território ou até mesmo por invasão terrestre. Basta observar os diversos fronts das operações militares da colônia racista, comprometendo os Estados Unidos no processo, por sinal já envolvido em diversas guerras, como a da Ucrânia e agora contra a Venezuela e o Afeganistão. Frentes de combate nos ataques ao sul do Libano nas vastas áreas territoriais da Síria, na anexação ilegal da Cisjordânia palestina, na destruição genocida Gaza, nos ataques intermitentes contra os Houtis, mostrando que Israel está sobrecarregado e não se sabe até quando suportará essa guerra/genocídio eternos. E olhe que não estamos incluindo o provável confronto entre israel e Irã que certamente ocorrerá nas próximas semanas. Ainda mais relevante é que o Irã se tornou a única nação do oeste da Ásia com poder de dissuasão contra israel que há décadas domina o ´poder dissuasório na região. Daí a ousadia em realizar ataques, principalmente aéreos contra os vizinhos, isso para consolidar essa dominação, sabendo que sempre que nunca haveria retaliação. Agora com o Irã a história é outra…
Mas algumas questões fundam que o terrorismo de um Estado Genocida tem suas contradições e o prolongamento da instabilidade no Oeste da Ásia poderá trazer ainda mais problemas podendo chegar ao desaparecimento de israel enquanto Estado.
A primeira relaciona-se da crise da propaganda sionista. A continuidade dos massacres contra palestinos inocentes, a multiplicidade de vídeos produzidos pelas próprias vítimas, com crianças mortas, destruídas ou amputadas; além daquelas que estão morrendo de fome; desmorona a propaganda mentirosa, sempre revestida de pinceladas de que israel é vítima e necessita imprimir a estratégia do direito a autodefesa. Tudo isso caiu por terra. A propaganda sionista entrou em colapso e israel hoje é o pais mais odiado do mundo. A paixão pela Palestina e seu povo sofrido tornou-se um dos fenômenos mais surpreendentes, mesmo que tenhamos que assistir a continuidade dos massacres e do genocídio protagonizado por um Estado Nazista…
A segunda é a incerteza em relação ao que podemos esperar dos efeitos do ataque israelense a Doha, no Qatar, o maior aliado árabe do Golfo Pérsico dos Estados Unidos. O que mostra uma questão que sabíamos: a covardia dos países islâmicos. Trump é um boneco do lobby sionista no congresso americano e sempre cumpre as exigências dessa organização racista. Traiu nas negociações com o Irã, permitindo o ataque conjunto com os israelenses contra o Estado persa e agora em Doha. Como esperado, em cúpula islâmica, 58 países mostraram sua covardia frente ao temor a um estado terrorista que não tem limites. O que resta é a resistência palestina representada pelo Hamas e os pop stars admirados mundialmente – os Houtis – na medida em que estão mostrando que as Forças de Defesa de israel são constituídas por soldados covardes. O que resta são islâmicos produtores de notas de condenação, sem qualquer ação, e depois vão realizar suas orgias em Riad ou Amã, com seus soldados gordos e preguiçosos.
Podemos inferir que existe uma espécie de palestinização do mundo e o isolamento do estado sionista, ainda assim mantido em função do apoio do imperialismo evangélico, mesmo enfrentando grande hostilidade. Muitos judeus sofrem essas hostilidades e muitos deles não têm nada a ver com o sionismo nazista de Israel. Mas uma questão é certa: israel sofrerá décadas de discriminação em escala planetária
* José Eloízio da Costa, Silmara Lisboa da Silva e Raynara do Nascimento Macedo são professores da UFS


