Além da matança realizada até a presente data, com mais de 45 mil mortos e 100 mil feridos palestinos, o mundo assistindo o Holocausto pelas redes sociais, a delinquência aprofunda em um verdadeiro Estado Bandido, que não cumpre nada
* José Eloízio da Costa
O mundo agora conhece o Estado de Israel como um Estado Terrorista e que tem praticado cotidianamente ao povo palestino massacres sistemáticos, com matanças diárias. São mais de 80 mortes/dia. Um exército covarde de um Estado que perdeu o limite da humanidade. Até onde este Estado racista quer chegar? A simpatia do mundo? E afirmar que praticam isso em função de combater o “grupo terrorista” Hamas e acumulam corpos inocentes em seu portifólio e que jamais serão esquecidos por décadas! Não sabemos, até porque as mentiras da “autodefesa”, e do “antissemitismo” não colam mais como resposta, sobrando apenas o “combate ao terrorismo”, quando na verdade são eles os verdadeiros terroristas. E o assombroso é que os “países democráticos” ocidentais restringem na mera retórica e aí a nação do “povo escolhido” faz o quer. Eles podem tudo, afinal são “filhos de Deus”, nada mais monstruoso! E agora o pais protagonista do Holocausto – a Alemanha – por dor de consciência do passado tenebroso impõe a regra que a cidadania adquirida por estrangeiro no país, uma das suas exigências, “é defender Israel”. É parece que a Alemanha gosta de holocausto, agora em uma espécie de “Holocausto por Procuração”!
Assim, essa mistura diabólica (países ocidentais e o Estado fascista de Israel) de nosso tempo mostra que os sionistas são capazes de destruir o planeta, caso seus interesses não sejam atendidos. No Terceiro Reich o risco da extinção da humanidade era o domínio nazista. Mas graças aos “comunistas-soviéticos”, o regime de Hitler foi destruído. Os tais aliados ocidentais, que comemoram o “dia D”, escondem quem realmente lutou contra esse sistema perigoso com mais de 27 milhões de mortos. Estados Unidos foram apenas 750 mil. E agora temos outro Estado Nazista, uma espécie do Quarto Reich sob a tutela de um império que não sabe o que fazer com três guerras para administrar, financiar ou até mesmo participar diretamente e ainda em decadência!
A história agora se repete como farsa. Os protagonistas não são mais os nazistas, mas os sionistas, que estão arrastando o imperialismo evangélico a um beco sem saída. Com estas guerras nas costas, uma dívida pública estratosférica e uma crise interna sem precedentes, o imperialismo busca caminhos da “paz”. Mas esse não é o caminho que eles querem. O caminho é a força e a submissão, porém existe resistência. E nesse caso, Israel sente tutelado em agredir sem limites, violando o direito internacional, a prática genocida é assumida por este Estado terrorista, matando civis, em’ especial crianças e mulheres; sob a cumplicidade de um ocidente decadente e sem qualquer valor moral. Valores como direitos humanos, democracia e liberdade, agora com Israel, tudo foi para o vinagre. Pior, não tem saída. A única alternativa é continuar com a guerra até o final dos tempos. A guerra não pode parar. Israel agora integra a estratégia do império em realizar “guerras infinitas”, além das outras duas, as híbridas e por procuração.
E onde estaria a delinquência sionista? Em praticamente tudo. As “encantadas”Forças de Defesa de Israel, por ser o exército de David em suas mais de sete décadas, com as suas brigadas endeusadas pelo “povo de Deus”, praticaram dezenas de massacres contra o povo palestino. O véu da mentira e da desinformação era uma arma poderosa para escamotear a crueldade desse país. Basta observar a simpatia que o Ocidente sempre teve por Israel, não por ser a única democracia do Oriente Médio (o que é uma mentira), mas a prova da profecia bíblica por parte dos cristãos do advento do Cristo, do “retorno do povo da diáspora”. Para esconder suas atrocidades, esses recursos eram eficientes. Enquanto Israel era vista como a “Terra Santa”, a “Terra Prometida”, o pau comia contra os palestinos, e os massacres eram contínuos. Israel sempre temeu o mundo conhecer a realidade cruel que eles praticavam contra os palestinos, em matanças sem limites. Mas… aí veio o 7 de Outubro. A história mudou, e mesmo com a propaganda sionista ocidental anti-Palestina, e do surrado rotulo do “terrorismo” do Hamas e do Hezbollah, a questão não mais cola. E o país do “povo escolhido” tornou-se mais violento do que nunca.
Além da matança realizada até a presente data, com mais de 45 mil mortos e 100 mil feridos palestinos, o mundo assistindo o Holocausto pelas redes sociais, a delinquência aprofunda em um verdadeiro Estado Bandido, que não cumpre nada. São dezenas de resoluções da ONU que o delinquente Estado violou nessas mais de sete décadas de existência. Como o quadro do Estado Terrorista não estar nada bom, interna e externamente, a violência sistemática é sua única estratégia, sem escrúpulos de realizar limpeza étnica e extermínio do povo palestino.
A “regra” de Israel é violar regras internacionais. Para este país o Direito Internacional não existe. Portanto, tudo é permitido praticar crimes de guerra, assassinando civis, bloqueando ajuda humanitária, fazendo prisões até mesmo de crianças; mesmo sob os olhares do mundo que assiste passivamente. Quanto as instituições internacionais, como a ONU, Corte Internacional de Justiça, Tribunal Penal de Justiça; mesmo condenando o Estado e seus sociopatas assassinos do gabinete de guerra sionista, Israel não para com a matança, sempre sob a falácia que os “outros” querem destruí-lo.
Um aspecto interessante é que os tais “estados árabes”nada fazem em favor dos palestinos, afinal os palestinos são pobres, subcidadãos e despossuídos de recursos. Claro, a exceção são os três “Hs”, as milicias iraquianas e sírias e do apoio indireto do Irã. Apesar dos reveses de um conflito sem precedentes de Israel, o país passa pela maior crise interna e seu isolamento internacional é impressionante; ainda assim o apoio do imperialismo protestante é continuo, em especial no fornecimento de armas e no combate aos Houtis no Mar Vermelho, juntamente com o império decadente inglês.
Podemos aferir que Israel tem como estratégia eliminar seus inimigos cirurgicamente. Mas essa tática militar não tem resolvido muito. O Hezbollah libanês mostrou nos últimos combates que estar preparado até os dentes contra o exército do povo escolhido. Entramos em uma fase de conflito perigosa, até porque a entrada desse forte agrupamento politico-militar libanês e sua estratégia, deixam os sionistas apreensivos. Por outro lado,o judaísmo verdadeiro não precisa do sionismo. Este deve ser varrido do mapa para o bem do judaísmo e do mundo, como bem disse o jornalista-judeu Breno Altman.
* José Eloízio da Costa, Professor do Departamento de Geografia – UFS


