Já são nove os municípios em emergência pela seca

 

Milton Alves Júnior
Sobe para nove o nú
mero de municípios 
sergipanos novamente com situação de emergência declarada em virtude da alta estiagem que atinge o estado de Sergipe. Um balanço realizado pela Defesa Civil Estadual – responsável por coordenar esse serviço – mostra que os municípios de Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Monte Alegre, Gararu, Poço Redondo e Canindé de São Francisco (Alto Sertão), além de Frei Paulo, Tobias Barreto e Poço Verde, apresentaram relatório e solicitaram apoio dos governos estaduais e federal via decreto de situação de emergência. Na temporada passada, ao menos 28 municípios declararam situação de emergência e pleitearam ajuda por parte dos governos estadual e federal. A maioria deles situados na região do Alto Sertão.
O receio dos produtores rurais é que a ausência de chuva volte a atingir a região assim como ocorre ao longo dos últimos cinco anos. Estudos realizados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE) indicam que entre janeiro de 2018 e março desse ano a falta de chuva atingiu com ampla representatividade todas as regiões. Nesse período não houve, sequer, o registro da tradicionais chuvas  de verão. Em virtude desse cenário de sol predominante, milhares de famílias se depararam com a necessidade de reivindicar a intervenção dos órgãos sociais. Além da Defesa Civil, o Exército Brasileiro foi acionado para ampliar os pontos de fornecimento de água por meio de caminhões pipa. Segundo o gerente técnico da Defesa Civil Estadual, Edivaldo Santos, é preciso que os municípios estejam aos documentos necessários para protocolar o apoio governamental.
 "O município tem a autonomia de fazer o decreto, eles encaminham toda a documentação para a Defesa Civil e aqui nós analisamos a documentação e fazemos a solicitação de homologação estadual. Na sequência enviamos para a Secretaria Nacional da Defesa Civil, onde é feita toda a análise e, estando dentro dos parâmetros, sai o reconhecimento federal da situação de emergência", relatou. A fim de minimizar os riscos de suspensão do apoio operacional, a Defesa Civil esclarece que é de fundamental importância que os gestores dos municípios com situação de emergência declarada estejam atentos aos prazos. "Os municípios têm nos procurado e nós solicitamos que os gestores se atentem aos prazos", reforçou Edivaldo Santos.
O que tem gerado preocupação aos sertanejos é que não há previsão de chuvas intensificados nas áreas mais distantes da faixa litorânea. Para completar a situação de preocupação vivenciada por mais de 400 mil sergipanos, em 22 de dezembro começa o verão no Brasil. Produtor de abóboras no município de Poço Verde, o agricultor Luís Fernando Mendes relatou ao JORNAL DO DIA que tem utilizado de irrigação por meio de poços artesianos e sistemas paralelos de armazenamento de água, mas que todo o investimento tem sido pouco em virtude da intensidade da estiagem. Se mostrando preocupados com outros produtores, ele diz acreditar que será uma nova fase de baixa produção e consecutivas perdas de alimento.

Milton Alves Júnior

Sobe para nove o nú mero de municípios  sergipanos novamente com situação de emergência declarada em virtude da alta estiagem que atinge o estado de Sergipe. Um balanço realizado pela Defesa Civil Estadual – responsável por coordenar esse serviço – mostra que os municípios de Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Monte Alegre, Gararu, Poço Redondo e Canindé de São Francisco (Alto Sertão), além de Frei Paulo, Tobias Barreto e Poço Verde, apresentaram relatório e solicitaram apoio dos governos estaduais e federal via decreto de situação de emergência. Na temporada passada, ao menos 28 municípios declararam situação de emergência e pleitearam ajuda por parte dos governos estadual e federal. A maioria deles situados na região do Alto Sertão.
O receio dos produtores rurais é que a ausência de chuva volte a atingir a região assim como ocorre ao longo dos últimos cinco anos. Estudos realizados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE) indicam que entre janeiro de 2018 e março desse ano a falta de chuva atingiu com ampla representatividade todas as regiões. Nesse período não houve, sequer, o registro da tradicionais chuvas  de verão. Em virtude desse cenário de sol predominante, milhares de famílias se depararam com a necessidade de reivindicar a intervenção dos órgãos sociais. Além da Defesa Civil, o Exército Brasileiro foi acionado para ampliar os pontos de fornecimento de água por meio de caminhões pipa. Segundo o gerente técnico da Defesa Civil Estadual, Edivaldo Santos, é preciso que os municípios estejam aos documentos necessários para protocolar o apoio governamental.
 "O município tem a autonomia de fazer o decreto, eles encaminham toda a documentação para a Defesa Civil e aqui nós analisamos a documentação e fazemos a solicitação de homologação estadual. Na sequência enviamos para a Secretaria Nacional da Defesa Civil, onde é feita toda a análise e, estando dentro dos parâmetros, sai o reconhecimento federal da situação de emergência", relatou. A fim de minimizar os riscos de suspensão do apoio operacional, a Defesa Civil esclarece que é de fundamental importância que os gestores dos municípios com situação de emergência declarada estejam atentos aos prazos. "Os municípios têm nos procurado e nós solicitamos que os gestores se atentem aos prazos", reforçou Edivaldo Santos.
O que tem gerado preocupação aos sertanejos é que não há previsão de chuvas intensificados nas áreas mais distantes da faixa litorânea. Para completar a situação de preocupação vivenciada por mais de 400 mil sergipanos, em 22 de dezembro começa o verão no Brasil. Produtor de abóboras no município de Poço Verde, o agricultor Luís Fernando Mendes relatou ao JORNAL DO DIA que tem utilizado de irrigação por meio de poços artesianos e sistemas paralelos de armazenamento de água, mas que todo o investimento tem sido pouco em virtude da intensidade da estiagem. Se mostrando preocupados com outros produtores, ele diz acreditar que será uma nova fase de baixa produção e consecutivas perdas de alimento.

 

Compartilhe esta notícia