O IBGE/SE divulgou os dados do estudo de Desigualdades Sociais por Cor ou Raça. Em Sergipe, 19,4% se declaram como brancos e 79,7%, pretos ou pardos. Em 2012, 66,2% da população sergipana se autodeclarava como parda, em 2018, esse número passou para 71,5%. A população que se declarava branca passou de 25,8% em 2012 para 19,4% em 2018. Em Aracaju, 19,0% se declaram brancos e 79,9%, pretos ou pardos.
Segundo a pesquisa, a população desocupada em Sergipe cresceu passando de 10,2% em 2012 para 16,3%,em 2018. A população que se autodeclara preta ou parda tem taxa de desocupação de 17,1%, enquanto na população que se autodeclara branca é de 12,9%.
Aracaju apresentou uma redução da taxa de desocupação que em 2017 era de 16,3% passando para 14,4% em 2018. Em relação à população preta ou parda, esse número passou de 16% em 2017 para 14,1% em 2018. A população que se autodeclara branca manteve tendência de alta na taxa de desocupação (8,4% em 2016, 15,3% em 2017 e 15,8% em 2018).
Menores rendimentos – Em Sergipe, entre as pessoas que se enquadram nos 10% com menores rendimentos, 12,5% se autodeclara branca, enquanto pretos ou pardos representam 86.7%. Entre os 10% que apresentam maiores rendimentos, em Sergipe, brancos representam 30,4% enquanto pretos ou pardos, 68,6%.
No Nordeste, a população que se autodeclara branca tem um rendimento 1,52 vezes maior que a população que se autodeclara preta ou parda. Em Sergipe representa 1,23 vezes.
Aracaju acompanha o Nordeste com um rendimento da população que se autodeclara branca 1,48 vezes maior que a população que se autodeclara preta ou parda.
Em Aracaju, 10,8% da população reside em aglomerados subnormais, sendo que brancos representam 7,9% e pretos ou pardos, 12,3%. "Aglomerado Subnormal" é uma forma de ocupação irregular de terrenos de propriedade alheia – públicos ou privados – para fins de habitação em áreas urbanas e, em geral, caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas restritas à ocupação.
Esses assentamentos irregulares são conhecidos por diversos nomes como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, loteamentos irregulares, mocambos e palafitas.
Extrema pobreza – Em Sergipe, 10,7% da população branca está na extrema pobreza, enquanto pretos ou pardos representam 14,7%. Já na pobreza encontram-se 36,1% da população branca, e 46,1% da preta ou parda.
As pessoas em condição de pobreza têm rendimento domiciliar per capita mensal entre R$ 145 e R$ 420. A extrema pobreza é quando existe o rendimento domiciliar per capita mensal de até R$ 145.No Nordeste, a proporção de jovens pretos ou pardos de 18 a 24 anos que estudavam no ensino superior passou de 45,6% (2016), para 49,5% (em 2018). A média nacional é de 55,6%.
O Nordeste apresenta a 2ª menor taxa de conclusão do ensino médio, ficando atrás apenas do Norte. Essa taxa é de 60,6% no total, sendo que para brancos é de 69,4% e pretos ou pardos é de 58%.
Na região Nordeste, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais de idade caiu de 14,5% em 2017 para 13,9%, em 2018. Porém, brancos possuem uma taxa menor que pretos ou pardos (10,7% e 14,9%, respectivamente).
Na região nordeste, a maioria das pessoas possui nível de instrução no ensino fundamental incompleto. Apesar disso, a porcentagem com nível superior completo subiu de 10,3% em 2017 para 11,3%, em 2018.


