Milton Alves Júnior
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Em comum acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintese), Governo de Sergipe decide criar uma comissão formada por secretários a fim de apresentar até a tarde de amanhã uma contraproposta que agrade aos docentes. Após uma reunião que durou mais de quatro horas no Palácio dos Despachos, em Aracaju, o governador em exercício Jackson Barreto indicou os secretários Oliveira Junior (Sefaz), Jefferson Passos (Administração e Planejamento) e Belivaldo Chagas (Educação) para formar a comissão e se encarregar de encontrar soluções viáveis para o pleito da categoria.
Em entrevista concedida ao JORNAL DO DIA, o chefe do executivo estadual garantiu que vai acompanhar de perto todos os procedimentos. O intuito, segundo Jackson, é contribuir diretamente no aperfeiçoamento da educação pública de Sergipe. "Saio satisfeito dessa reunião por ter certeza que iremos entrar em consenso já nos próximos dias e, claro, não mais prejudicar a metodologia de ensino de nenhum professor. Com uma boa conversa resolvemos tudo da melhor maneira possível para todos. Segunda, sem falta, vamos oficializar nossa proposta", afirmou. Antes de iniciar os diálogos, a direção do Sintese informou que a meta era sair da reunião com uma proposta, mas a Lei de Responsabilidade Fiscal impossibilitou o desejo dos sindicalistas.
Ciente da angústia dos mais de mais de 10 mil professores, Jackson disse se mostrar integralmente disposto a resolver as reivindicações, mas que não deve se precipitar a fim de evitar problemas judiciais no futuro. "Antes de qualquer aspecto, nós temos que observar que o que também está em jogo é o futuro educacional dos jovens. Justamente por isso, em pleno dia de sábado, recebemos o sindicato e posso afirmar que valeu a pena. Atender um pedido de reunião por parte dos trabalhadores é nossa obrigação como gestor público", pontuou. Após o encontro com os professores, secretários e Jackson iniciaram uma nova rodada de debate para contextualizar a promessa.
Alegando estar a mais de 500 dias ser receber reajuste do piso, o Sintese cobra um aumento salarial equivalente aos anos de 2012 e 2013, melhores condições de trabalho e reforma de algumas escolas que, segundo o sindicato, encontram-se em precárias condições de uso. Questionada quanto ao clima tenso que predominou antes do início dos debates, Ângela Melo, presidente do Sintese, compartilhou o posicionamento do vice-governador, mas disse que a categoria continua mobilizada. "Entramos sérios e agora saímos sorrindo e distribuindo abraços, mas isso não quer dizer que tudo está às mil maravilhas", afirmou.
Também presente na reunião, o vereador Iran Barbosa (PT) e a deputada Ana Lúcia (PT) disseram que os professores estão passando por um momento histórico no estado. Quanto a declaração dos parlamentares, Ângela concluiu dizendo: "Concordo plenamente com o posicionamento dos nossos companheiros de longas lutas. Realmente estamos passando por um momento histórico e o sucesso se Deus quiser será alcançado com a colaboração de todos". Segundo dados do Sintese, atualmente os 11 mil professores são responsáveis pela educação de mais de 235 mil estudantes que frequentam as salas de aula nos 75 municípios sergipanos.
Debate – Conforme informado pela assessoria de comunicação do Sintese, uma nova assembleia extraordinária será realizada a partir das 15h da próxima segunda-feira, 10. O encontro será promovido no Instituto Histórico de Sergipe, e apenas após esse diálogo interno a categoria vai informar se continua em greve, ou aceita a proposta a ser apresentada pelo Governo.


