Chico Freire
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A convite da Associação Sergipana dos Empresários de Obras Publicas e Privadas (Asseopp), o candidato a prefeito de Aracaju pelo DEM, João Alves Filho, apresentou ontem ao setor da construção civil os seus projetos para a capital.
O candidato disse que um de seus planos, caso vença a eleições de 7 de outubro, é contratar um projeto estratégico de desenvolvimento urbano para Aracaju, aí contempladas ações voltadas para o trânsito e o transporte coletivo.
Segundo João Alves, todos os urbanistas entendem que os centros urbanos são ser vivo e com objetivo de visão de futuro.
Ele condenou a falta de investimentos em saneamento básico, obras que ficam debaixo do chão e não dão voto. "Quando fui governador deixei Aracaju com 70% de saneamento básico feito", disse.
Preço justo – Ao receber das mãos do presidente da Asseopp, Luciano Barreto, um documento com sugestões, entre elas o pontualidade no pagamento das obras realizadas, João Alves disse defender o preço justo e o pagamento em dia, lembrando que, quando do que eixou o governo em 2006, não ficou nenhum pagamento pendente. "Pagar em dia não é virtude é uma obrigação", disse.
Para ele, o grande problema tem sido a estrutura administrativa e também o Tribunal de Contas do Estado, que muitas vezes cria dificuldades. Assegurou que não contratará projeto que não tenha condições de executar. "Os meus adversários apontam muitos defeitos, mas não dizem que eu não cumpro aquilo que prometo".
"O que eu prometo eu faço e o que estou prometendo farei na minha administração e tenho autoridade para falar", disse, citando a construção da ponte Aracaju/Barra, que muitos não acreditavam que seria construída.
Zona de Expansão – Sobre a Zona de Expansão, João Alves disse que se faz necessário um estudo amplo de microdrenagem, não apenas naquela região, mas em toda Aracaju. "Estou com um plano de governo todo feito e todo o projeto de novas avenidas, saúde, drenagem, etc, e todos com recursos próprios, passando pelo enxugamento da máquina administrativa e receita novas sem a criação de novos impostos", disse.
Ao ser questionado como executar tantas obras que estão sendo prometidas com um orçamento para investimento da rodem de R$ 152 milhões, além de criação de novas secretárias, João Alves disse que nova pasta não significa aumento de despesas devido ao enxugamento na máquina administrativa. "Vamos enxugar a máquina administrativa, mas sem demissão", avisou.
Trânsito – Com relação ao trânsito, João Alves condenou a atitude da atual administração em retirar o estacionamento do centro da cidade sem oferecer uma alternativa. "Foi uma decisão acertada desde que tivesse conversado com os lojistas e apresentado uma alternativa", disse, avisando que criará dentro de um ano 1,6 mil vagas e mais 1,6 mil vagas no ano seguinte.
Para o ex-governador se faz necessário uma revitalização do centro da cidade, evitando que os grandes empresários migrem para outras opções, para que não aconteça com Aracaju o que vem acontecendo com outras capitais do País, a exemplo de São Paulo, onde muitos espaços no centro da cidade se transformaram em espaço para uso de drogas.
Ele disse também que vai implantar um sistema de transporte de massa eficiente, com a circulação de ônibus que permitam transportar cerca de 250 passageiros, a exemplo do que acontece em Curitiba e outras grandes cidades. João Alves elogiou o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) por ter construído ciclovias para a mobilidade urbana, citando o calçadão da Beira Mar, e disse que vai buscar ampliar o sistema.
Com relação ao VLT, João Alves disse que está fazendo um estudo sobre sua implantação, mas que é preciso olhar o custo/ benefício. Para ele, é preciso discutir com os empresários uma PPP (Parceria Público- Privada).
Plano Diretor – Sobre o Plano Diretor, João Alves disse que não se colocava contra o PD, mas acha que por trás disso deveria ter uma grande empresa e um grande urbanista. Ele discordou que se faça um Plano Diretor às vésperas de um fim de mandato.
Falando como se já tivesse sido eleito, João Alves disse que o lixo vai ser uma solução e que 100% vai ser aproveitado. "Isso é uma questão decidida assim como a segurança pública. Em um ano no máximo nós não teremos mais o problema do lixo", assegurou.a


