Quarta, 17 De Abril De 2024
       
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João enfrenta o 1º protesto dos servidores municipais


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Publicado em 27 de abril de 2013
Por Jornal Do Dia


... E PRESSIONOU JOÃO ALVES POR REUNIÃO PARA DISCUTIR AUMENTO

...Depois invadiram a sala onde João Alves concedia entrevista e acabou marcando reunião com sindicatos

Os servidores da PMA protestaram na frente do Centro Administrativo e...

OS SERVIDORES MUNICIPAIS PROTESTAVAM NA PORTA DO CENTRO ADMINISTRATIVO DA PMA. DEPOIS, UM GRUPO DE SINDICALISTAS INVADIU O PRÉDIO...

Milton Alves Júnior
[email protected]

Servidores municipais se reuniram na manhã de ontem em frente ao Centro Administrativo Aloisio de Campos, em Aracaju, com o objetivo de cobrar do prefeito João Alves Filho (DEM), explicações para o reajuste salarial de 5% concedido no último dia 16 a todas as categorias. Segundo os manifestantes, o chefe do executivo municipal não abriu uma mesa de negociações com os funcionários, e de forma ditatorial publicou o reajuste através do site oficial da prefeitura. Ao todo, mais de dez categorias participaram do ato, inclusive o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma).

Os servidores aproveitaram que o prefeito concedia entrevista coletiva no auditório do centro administrativo e invadiram a sala para pressionar o prefeito. Surpreso, João Alves disse:  "Sou um executivo contratado pelo povo para cuidar de seus interesses. Tenho obrigação de prestar contas com a população", disse João.
Durante o debate, ficou definido que na próxima terça-feira, 30, véspera do Dia do Trabalhador, será realizado um novo encontro para debater a proposta de todas as categorias que promoveram uma paralisação de 24h de quinta para sexta, passada.

Segundo o presidente Nivaldo Fernandes, o reajuste de 5% e a criação de 350 cargos de comissão mostram o quanto João Alves e secretários pretendem contratar novos funcionários, a fim de, possivelmente, contar com um apoio mais significativo nas eleições do próximo ano. Para ele, a ideia do prefeito é ampliar cada vez mais o número de comissionados. "No início desse mês chegamos a conversar pessoalmente com o prefeito e ele disse que iria sentar para conversar no último dia 17. Para a nossa infelicidade, na noite anterior o site já publicava o mísero reajuste de 5% para todos os servidores", afirmou.

Com frases de ordem e ameaçando invadir os departamentos administrativos, toda a ação dos manifestantes foi acompanhada de longe por agentes da Guarda Municipal. Segundo os próprios agentes, o objetivo era evitar que danos ao patrimônio público fossem promovidos. Ainda em entrevista ao JORNAL DO DIA, o sindicalista chamou a atenção dos órgãos de fiscalização, pincipalmente o Tribunal de Contas e Tribunal Regional Eleitoral, para que atitudes ilegais não sejam realizadas. "Tem cargo recém criado que paga quase oito mil reais, e outros antigos, inclusive de alguns secretários que passou de seis mil, para dez ou doze. Os CCs da prefeitura estão semelhantes ao do estado", pontuou.

Sem retroatividade a janeiro, de acordo com a data-base das categorias, quem também disse estar insatisfeita com a postura administrativa adotada por João Alves foi a presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais (SINDASSE), Rosely Anacleto. De acordo com ela, caso o reajuste seja aprovado pelos vereadores da capital, os trabalhadores irão registrar uma perda muito grande. "O aumento foi irrisório, abaixo de qualquer índice e expectativa criada pelos profissionais. Antes mesmo de apresentar o reajuste, havíamos apresentado as nossas reivindicações, mas não chegamos a sentar para debater. Estamos perplexos com a atitude egoísta do prefeito", disse.

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