João não vai à Câmara para fugir de protestos

Sem a presença do prefeito João Alves Filho, o início das atividades legislativas na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), foi marcado por uma série de manifestações promovidas por centrais sindicais que protestavam contra o atraso salarial dos servidores, e associações comunitárias que protestavam contra o aumento de 30% na tarifa do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Enquanto a secretaria de governo emitia a mensagem do executivo municipal, do lado de fora estudantes aproveitaram a oportunidade para se unir aos manifestantes e protestar contra o reajuste 14,80% na passagem do transporte coletivo.
A desculpa pela ausência do prefeito não agradou os populares que avaliavam a manhã de ontem como essencial para pressiona-lo. Para a vereadora Lucimara Passos, ao longo dos últimos três anos o prefeito busca se afastar do embate popular e apenas põe o respectivo secretariado para tentar amenizar os ânimos mais exaltados.

"Na campanha foi assim e durante os três anos de governo também. Todos os chefes de executivo tiveram nas câmaras hoje, menos o prefeito João Alves que, talvez por saber da mobilização aqui na frente, preferiu seguir pra Brasília e dizer que foi atrás de emendas. Precisamos discutir o descaso desta gestão. Populares reclamam do IPTU, da passagem de ônibus, do atraso salarial e o prefeito sequer aparece aqui na casa do povo", lamentou. Outro vereador que se mostrou solidário aos pleitos apresentados pelos sindicatos e associações foi o socialista Lucas Aribé. Na avaliação do parlamentar falta atenção e respeito aos interesses dos aracajuanos que clamam por avanços imediatos.

"Falta respeito a esse povo que deu um voto de confiança na solução dos problemas. Nos venderam uma possível melhoria para os casos antigos e o que percebemos é que os problemas antigos continuam, só que agora mais agravantes. O que o prefeito tem feito com o povo é desleal e uma prova do que falo é verdade está aí do lado de fora da câmara. O aracajuano, em especial os servidores públicos, cansaram de esperar por uma atuação positiva de Joao", declarou. Compartilhando com as declarações dos vereadores de oposição, o estudante universitário Alisson Andrade, disse ter sido atraído a seguir até a CMA na manhã de ontem apenas para realizar algumas perguntas diretamente a João Alves.

"Só queria saber o porque ele está fazendo isso com a gente. Não temos BRT, não temos saúde de qualidade, não temos educação pública de respeito, não temos uma Zona de Expansão tipo bairro modelo como ele prometeu em campanha, não temos dois mil novas vagas de estacionamento aqui no centro da cidade, ou seja, ele não cumpriu nem 20% das promessas de campanha", protestou. Entre os representantes de categorias que marcaram presença no ato estavam professores, gentes de endemias, enfermeiros, psicólogos e técnicos do setor administrativo direto. Associações como: garis, moradora da Zona de Expansão e bairros da zona Norte também compuseram o ato público coletivo.

Compartilhe esta notícia