O governador Jackson Barreto conheceu ontem o projeto Largo da Gente Sergipana, no Museu da Gente Sergipana. A iniciativa prevê a construção de oito grandes esculturas de sete metros de manifestações folclóricas no estuário do rio Sergipe, em frente ao Museu. Além das estátuas, um píer e atracadouro integram o projeto, que pretende atrair a atenção de sergipanos e turistas e transformar o ponto em um novo cartão postal do Estado. O projeto é estimado em R$ 7 milhões.
O governador visualizou a maquete, assistiu uma animação em vídeo e ouviu explicações sobre a estrutura das esculturas, planejadas para serem erguidas por pilares de três metros de diâmetro. Não será necessário aterro, e o local pode ser visto de perto através do píer e também de embarcações que podem navegar pelo rio, fomentando assim o turismo local.
"Vamos agora em busca dos recursos para viabilizar a implantação deste belíssimo projeto que tem um grande potencial turístico e cultural. Não tenho dúvidas que será um dos pontos mais visitados por sergipanos e turistas, que vão levar essas imagens para o mundo inteiro. Esse projeto vai ser uma grande marca do nosso governo" disse o governador Jackson Barreto.
Bacamarte, São Gonçalo, Chegança, Bumba Meu Boi, Parafuso, Taieira, Cacumbi e Lambe Sujo são os folguedos escolhidos para fazer parte do projeto, que está em fase de captação de recursos junto ao Governo Federal. Já existe liberação ambiental e o aval de órgãos estaduais e federais, segundo conta o diretor superintendente do Instituto Banese, Ezio Déda.
"Estamos com todos os projetos prontos, orçamento em mãos e os escultores têm a expertise em grandes estruturas dentro de espaços aquáticos. Nesse momento, o Governo do Estado vai a Brasília buscar os recursos para poder consolidar e concretizar o projeto. A partir do momento que houver recursos, o projeto pode ser concretizado em um ano", explica Ezio.
Os escultores Tatti e André Moreno foram convidados pelo Instituto Banese para desenvolver as maquetes e os projetos artísticos do Largo. Segundo os profissionais, as esculturas devem ser produzidas em fibra de vidro e resina de poliéster, com estruturas hiper-dimensionadas em aço.
"É um projeto que faz alusão ao Dique do Tororó [construção situada na capital baiana]. São esculturas flutuando praticamente no espelho d’água do rio", relata Tatti Moreno, que foi responsável por projetar a obra da cidade de Salvador.
O projeto artístico começou há praticamente dois anos. Ele propõe a construção de um píer, que adentra o leito do rio e se abre em dois braços, esquerdo e direito, para que as pessoas possam ter mobilidade e contemplar relativamente de perto às esculturas. "Não temos dúvidas que será um grande cartão postal para o estado de Sergipe. Assim como aconteceu em Salvador, onde tive o mérito e a graça do projeto do Dique, no qual passei 16 anos para realizar", conclui Tatti.


