Laudo de projeto de contenção sairá nos próximos dias

Kátia Azevedo
 katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Nos próximos dias, a Administração Estadual de Meio Ambiente (Adema) deve concluir a análise do projeto de contenção das águas do rio Sergipe, elaborado para solucionar o problema do avanço da maré na avenida Beira Mar, no bairro 13 de Julho.

De acordo com estimativas da Emurb, o projeto deve custar cerca de R$ 4 milhões, e segundo a Adema o resultado sobre a licença ambiental para o início das obras deve sair nos próximos dias.
"Já está sendo feita a análise técnica da contenção e do barramento do rio, assim como o diagnóstico das consequências ambientais", informa Genival Nunes, secretário de Estado do Meio Ambiente.
O avanço do mar no bairro 13 de Julho tem preocupado os moradores da área. A Prefeitura de Aracaju já reconheceu os riscos e a possibilidade de desabamento no local e trouxe técnicos que examinaram a área e deram diagnóstico.

Para resolver o problema temporariamente, a gestão municipal elaborou um projeto em caráter de emergência.
A empresa contratada para realizar a obra é a mesma que realizou o mole da Coroa do Meio. "É um arco que será construído em deslocamento de pedras de grandes dimensões. O arco sai da curva do Iate Clube e vai até a intersecção da ponte Anízio Azevedo", revela Luiz Durval, presidente da Emurb.
A preocupação da prefeitura é com a erosão causada pela ação das águas ao longo dos anos, que vem destruindo toda a balaustrada que margeia a avenida Beira Mar, colocando em risco a população.

A prefeitura convidou o engenheiro Hélio José da Costa Santos, da empresa Planave, do Rio de Janeiro. A empresa é especializada nesse tipo de atuação, já tendo realizado diversas obras em modelagens de correntes e estuários, inclusive do rio Sergipe. Foi pedido a essa empresa, também, um estudo de impacto de reflexos na vizinhança pelas obras realizadas, o que é muito comum nesse tipo de trabalho.
Em janeiro deste ano, o projeto foi apresentado pelo prefeito de Aracaju, João Alves Filho, ao Ministério de Integração Nacional.

A decisão foi tomada pelo prefeito após constatar a situação, através de relatório técnico realizado pela Emurb. Enquanto a obra em regime emergencial acontece, será realizada licitação para dar continuidade ao projeto.

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