Líder de quadrilha preso pela PF morava em uma mansão em Aracaju

Apontado como chefe e fundador do grupo criminoso, um homem foi preso em residência de luxo avaliada em mais de R$ 2 milhões; veículos de luxo, joias e chupeta banhada a ouro foram apreendidos. Foto: Divulgação/PF
Milton Alves Júnior
 
Setenta policiais federais deflagraram no início da manhã de ontem uma operação que buscava identificar, prender e apreender operadores do tráfico de entorpecentes nos estados de Sergipe, Bahia e Pernambuco. Denominada “Operação Astreia”, a ação coordenada pela Superintendência Regional da Polícia Federal, foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e doze mandados de busca e apreensão.
Conforme revelado pela corporação policial, foi deferido, ainda, o sequestro de bens e bloqueio de valores de oito investigados. A operação contou ainda com a participação de profissionais do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO), pertencente ao Ministério Público Estadual da Bahia, bem como de policiais militares dos três estados envolvidos.
Apontado como chefe e fundador do grupo criminoso, um homem foi preso na capital sergipana, em uma residência de luxo avaliada em mais de 2 milhões de reais. O suspeito foi detido e encaminhado para prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal. Durante a operação, os agentes federais apreenderam dois carros considerados de alto padrão, joias, e uma chupeta de bebê que aparenta ser banhada a ouro. De acordo com a PF, todos os materiais passarão por perícia ano decorrer desta semana.
Segundo revelado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, em solo baiano foram apreendidas uma pistola, um revólver, carregadores, munições para pistola e fuzil, além de R$ 9 mil, drogas e coletes balísticos foram encontrados em imóveis nas cidades de Juazeiro, no norte da Bahia; a ação em Pernambuco foi realizada na cidade de Petrolina. A nota oficial encaminhada pela Polícia Federal destacou que um conjunto de medidas – amparadas pelo apoio judicial -, foi procedido. “Ademais, em Sergipe foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária. Foi deferido, ainda, o sequestro de bens e bloqueio de valores de oito investigados”, informou a Polícia Federal.
Ainda de acordo com a Polícia Federal as investigações vão seguir por tempo indeterminado devido a existência de indícios indicando a prática de crimes paralelos ao comércio ilegal de drogas. Esta decisão se tornou necessária na avaliação dos peritos, após os estudos terem revelado conexão do grupo criminoso investigado com uma série de delitos, dentre eles, tráfico de drogas, armas e homicídios, aumentando significativamente a violência local. Os nomes dos suspeitos não foram revelados.
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