Desde ontem, entrou em contagem regressiva o calendário do ano eleitoral de 2016. As eleições para escolher 75 novos prefeitos, 75 novos vices e cerca de 800 vereadores acontece no primeiro domingo de outubro do ano que vai, que cairá no dia 3. Políticos e partidos já se mobilizam em torno deste futuro próximo. Em Sergipe, a eleição mais cobiçada no âmbito municipal é a da Capital, Aracaju.
Neste sentido, o PSB saiu na frente, sendo o único partido a fazer oficialmente o lançamento de um pré-candidato à sucessão aracajuana, na figura do deputado federal, Valadares Filho, fato ocorrido no último dia 28 de setembro, em ação conjunta das Executivas da Capital e do Estado. Mas não é um gesto muito antecipadamente, cedo demais?
Na análise do único deputado estadual do partido, Luciano Pimentel, há razões que justificam esta antecipação. "Não achamos que seja cedo. E por dois aspectos bem visíveis. O primeiro, é o de que Aracaju é uma cidade cercada de urgências por todos os lados no sentido social e administrativo, e é preciso que quem se dispõe a enfrentar esses problemas o faça cedo e programaticamente. E o segundo aspecto vem do fato de que Aracaju é a locomotiva de Sergipe. É daqui que as coisas acontecem para os demais 74 municípios, e o PSB tem política, administrativa e eleitoralmente, interesse no Estado inteiro", diz Pimentel.
Para Pimentel, estas urgências se fazem mais justificáveis diante da barreira prejudicial interposta pela gestão do prefeito João Alves Filho à vida administrativa da Capital. "Tenho por doutor João Alves um apreço enorme. Aliás, nem só eu: o PSB também. Com três mandatos de govenador do Estado e dois de prefeito da Capital, é um homem histórico. Merece nossa deferência. Mas, infelizmente, como gestor de Aracaju, falhou. E falhou retumbantemente. É o prefeito das promessas não cumpridas. Do Governo fraco. Aquém do esperado. E, pelas urgências da Capital, não há mais espaço para um projeto assim. Claudicante. Aracaju tem pressa, e Valadares Filho compreende e está preparado, inclusive no fôlego, para assumir esse compasso", analisa Pimentel.
Mas que atitudes deve ter quem estiver disposto a encarar estas "urgências administrativas aracajuanas"? "São muitíssimas. Aracaju é uma cidade que exige do seu futuro gestor um pensamento administrativo que cubra muito mais além dos problemas da sua população de 633 mil habitantes. Ele precisa pensar e ter projetos macro, que envolvam a Grande Aracaju como um todo, e hoje não é mais composta somente por ela, Socorro, Barra e São Cristóvão, e sim por Itaporanga, Laranjeiras, Riachuelo, Santo Amaro, Maruim e Pirambu", diz Luciano Pimentel.
"Nestas cidades vivem cerca de 1,1 milhão de sergipanos, quase metade de todo a população de Sergipe, composta de 2.242.937, segundo o IBGE de 2015. Nestas 10 cidades, as gestões públicas necessitam de ações conjuntas nos setores de transporte, segurança, saúde, lazer, educação, trabalho e meio ambiente. Aracaju é uma grande caixa de ressonância, e pecará quem se propuser a administrá-la de costas para estas demais nove cidades. Ousaria dizer que, pela capilaridade da Capital frente ao Estado inteiro, as políticas públicas daqui exigem harmonia com todas as demais 74 cidades", completa o parlamentar.


