MÃE ACUSA HUSE POR MORTE DE BEBÊ

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Um bebê de apenas dois meses de vida passou mal na tarde do último domingo, 16, na Unidade Pediátrica Dr. José Machado de Souza, em Aracaju, e faleceu enquanto aguardava atendimento profissional que deveria ser realizado pelo médico plantonista. Sem ter o nome revelado, o profissional foi acusado de negligência por Maria José de Andrade, mãe da vítima, Laura Vitória Andrade. Desesperada ao perceber o estado crítico da filha, o plantonista foi requisitado, mas possivelmente teria demorado em dar assistência à paciente.

Devido à ocorrência, parentes de outras crianças que também estavam internadas na unidade se comoveram e criaram um tumulto no local. "Eu chamei ele (médico) por duas vezes e cheguei a puxar pela camisa. Ignorante, ele perguntou se eu queria bater nele, mas não era isso, eu só estava tentando um apoio profissional para salvar a vida da minha filha. Assim que ele chegou pra examinar, já era tarde demais, a ‘Laurinha’ já havia ido embora", lamentou. Até o momento do óbito, o bebê esteve internado desde a última sexta-feira, 16, na área vermelha da unidade.

Preocupada, a dona de casa Janiclécia Francis, que também possui uma filha de dois meses internada na unidade, disse rezar pra que a herdeira possa melhorar e receber alta médica o mais rápido possível. "Presenciei esse fato lamentável e não vejo a hora de tirar minha filha daqui. Em uma semana, três crianças já morreram e tenho medo que isso ocorra comigo também", declarou Janiclécia, denunciando ainda a falta de medicamento. "Falta tudo, até os profissionais que deveriam honrar a profissão são negligentes. É triste perceber que a saúde pública chegou a esse patamar".

Esclarecimento – Em nota oficial, a superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Madeleine Ramos, lamentou a ocorrência e aproveitou para esclarecer que conversou com a equipe que acompanhou o atendimento da paciente e que vai abrir sindicância para apurar os fatos.
"Foi solicitado que a mãe se retirasse do local para que a equipe médica e de enfermagem pudesse atuar nas manobras de emergência, um procedimento padrão que acontece em todos os hospitais de urgência.

Foram realizadas todas as manobras de ressuscitação cardiopulmonar por mais de uma hora, mas a paciente não resistiu e foi a óbito. O médico assistente pediu a assistente social que chamasse o pai da criança para dar explicações sobre o caso, em função do abalado estado emocional da mãe do bebê", informou.

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