Mais cinco envolvidos em roubo de gado são presos

Mais cinco homens foram presos entre a noite de terça-feira e a madrugada de ontem, por suspeita de envolvimento com o furto de gado em municípios da região do Baixo São Francisco. Segundo a Polícia Civil, eles atuavam na mesma quadrilha cujos integrantes entraram em confronto com policiais no povoado Cruz da Donzela, em Malhada dos Bois, no dia 30 de janeiro deste ano. Dois dos acusados, Geraldo Gomes Rosa Santos, 36 anos, e José Alcides dos Santos, 43, foram presos na zona norte de Aracaju, enquanto José Armindo dos Santos, 28, Tiago Santos Nascimento, 31, e Gladston dos Santos, 31, foram detidos em Propriá.

Um sexto homem, Lucas Xavier Gomes Menezes, 18, que estava com parte dos acusados, conseguiu fugir do cerco montado pelos policiais e estava foragido até a noite de ontem. Os outros três integrantes mortos no tiroteio da semana passada, após reagirem ao cerco da polícia, são João Guimarães, 49, o "Dundinha", Edmundo Ferreira Filho, 30, o "Cabeção", e João Bosco Santos, 42.  

O grupo já era investigado há seis meses e, segundo o delegado Everton Santos, coordenador de Polícia do Interior, está envolvido em pelo menos 15 casos de roubo de animais criados em fazendas e pequenas propriedades nas cidades de Japoatã, Malhada dos Bois e Cedro de São João, entre outras. "Estima-se um prejuízo de pelo menos R$ 50 mil aos produtores rurais", afirma Everton, ao detalhar como funcionava o esquema da quadrilha, que vendia a carne dos animais roubados para receptadores, os quais revendiam o produto do roubo de forma clandestina, em feiras livres do interior.

As investigações mostraram que José Alcides era proprietário de uma mercearia no Loteamento Pau Ferro (zona norte de Aracaju) e que este local servia para que o grupo criminoso se reunisse e definisse estratégias para matar os animais, cortar a carne e transportar as partes do gado. Armindo era o principal ‘apontador’ da quadrilha, incumbido de fazer levantamento, observar o melhor local para parar o carro e ainda cortar as cercas. "O Armindo tinha o melhor aporte financeiro e custeava toda a ação do bando. O João, que morreu semana passada, era marchante de profissão, desossava a carne, e silenciava o animal ainda no curral. Os demais faziam o transporte e carregavam o peso para os veículos. Cada um tinha uma função no bando", detalhou o delegado.

A polícia apreendeu ainda um veículo Focus, um Fiat Uno, uma arma de fogo e uma motocicleta. Na primeira ação, outro carro foi apreendido com uma grande quantidade de carne de animais que tinham acabado de ser abatidos pelos suspeitos mortos. A ação de ontem foi deflagrada por equipes da Delegacia Regional de Propriá, da Coordenadoria da Polícia Civil do Interior (Copci) e policiais lotados no gabinete do secretário-adjunto de Segurança Pública, João Batista Santos Júnior. Eles integram uma força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) implantada em outubro do ano passado para combater o roubo de gado no Baixo São Francisco.

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