Mais de 300 pessoas aguardam pelo transplante de córnea em Sergipe

Segundo dados da Central Estadual de Transplantes do Estado, cerca de 300 pessoas aguardam pelo procedimento.

O mês de setembro é marcado por diversas campanhas de conscientização para cuidados com a saúde e valorização da vida, entre elas, o Setembro Verde, iniciativa que busca estimular a doação de órgãos e tecidos. Em Sergipe, atualmente, apenas o transplante de córnea é realizado. Segundo dados da Central Estadual de Transplantes do Estado, cerca de 300 pessoas aguardam pelo procedimento. Entre as dificuldades para a doação estão o preconceito e a falta de informação.
O transplante, seja de órgãos sólidos, a exemplo do coração, seja de tecidos, como a córnea, ainda é alvo de desconhecimento e preconceito por parte de toda a sociedade. O médico oftalmologista Allan Luz, que é especialista em cirurgia de transplante de córnea e atua no Hospital de Olhos de Sergipe, destaca que o compartilhamento de informações sobre todo o processo é fundamental para que as pessoas quebrem o preconceito em relação à doação de córneas.
“É necessário que a sociedade compreenda a importância do transplante e que desmistifique o tema. Aqui em Sergipe, nós já realizamos a cirurgia, o SUS realiza de maneira gratuita e todo o procedimento é extremamente criterioso e respeitoso com as famílias envolvidas. A informação é um fator importante para que tenhamos um maior número de doações e de transplantes”, pontuou o especialista, que já realizou mais de 1200 procedimentos em Sergipe e outros estados.
As ações em prol da doação de córneas ficaram ainda mais evidentes em maio deste ano, quando dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) apontaram que a fila de espera por um transplante de córnea no Brasil praticamente dobrou ao longo dos últimos cinco anos, passando de 12.212 em 2019 para 23.946 atualmente.

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